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ANP autoriza Petrobras a vender óleo combustível marítimo com 24% de biodiesel

Estatal já realizando testes com diferentes misturas entre bunker fóssil e biodiesel desde o final de 2022

BiodieselBR.com 3 min de leitura

A Petrobras está autorizada a começar a ofertar comercialmente misturas entre óleo diesel marítimo (bunker) com até 24% de biodiesel. O pedido feito pela empresa foi aprovado na reunião desta quinta-feira (11) da Diretoria Colegiada da ANP.

Desde o final de 2022, a estatal já vem realizando testes para validar a viabilidade da mistura entres biodiesel e bunker e mensurar qual seria o impacto no nível de emissão dos gases do efeito estufa (GEEs) das embarcações. No ano passado os países que fazem parte da Organização Marítima Internacional (IMO) – entre os quais o Brasil – aprovaram um acordo prevendo zerar as emissões líquidas do setor marítimo até 2050.

Na primeira rodada de testes realizada entre 2022 e 2023, foi usada uma mistura de 10% de biodiesel feito a partir de óleo de soja. O teste no identificou problemas nos motores utilizados.

A Petrobras está autorizada a começar a ofertar comercialmente misturas entre óleo diesel marítimo (bunker) com até 24% de biodiesel. O pedido feito pela empresa foi aprovado na reunião desta quinta-feira (11) da Diretoria Colegiada da ANP.

Desde o final de 2022, a estatal já vem realizando testes para validar a viabilidade da mistura entres biodiesel e bunker e mensurar qual seria o impacto no nível de emissão dos gases do efeito estufa (GEEs) das embarcações. No ano passado os países que fazem parte da Organização Marítima Internacional (IMO) – entre os quais o Brasil – aprovaram um acordo prevendo zerar as emissões líquidas do setor marítimo até 2050.

Na primeira rodada de testes realizada entre 2022 e 2023, foi usada uma mistura de 10% de biodiesel feito a partir de óleo de soja. O teste no identificou problemas nos motores utilizados.

Uma segunda rodada – dessa vez com 24% de biodiesel – foi autorizada em meados do ano passado, Nessa ocasião foram usadas cargas de biodiesel feito com um blend de 70% de óleo de soja e 30% de sebo bovino e outra feita de 100% sebo. Além de terminarem se intercorrências negativas nas embarcações, o teste mostrou redução nas emissões entre 17% e 19%.

Em abril, a Amaggi também realizou uma viagem-teste com uma barcaça fluvial de transportes de grãos abastecida com biodiesel puro. A viagem foi entre Porto Velho (RO) e Itacotiara (AM).

Mundo

O biodiesel tem entrado na disputa para viabilizar a redução das emissões da navegação global. Poucas semanas, a Organização Internacional de Normalização (ISO, na sigla em inglês) passou a incluir o biocombustível na mais recente edição da norma ISO 8217. As embarcações poderão usar até biodiesel puro.

Além de opinar pela concessão da autorização pedida pela Petrobras, o relator do caso, o diretor Fernando Moura, apontou que os resultados obtidos pela Petrobras e a revisão da norma da ISO para recomentar a necessidade de uma revisão da atual norma que regulamenta as especificações dos combustíveis aquaviários no Brasil autorizando em definitivo a adição de biodiesel ao bunker naval vendido no país.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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