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Primeiro leilão do B8 tem começo atribulado

Uma sequência de problemas técnicos com a Petronect obrigou a Petrobras e a ANP a adiarem para hoje (08) a conclusão da Etapa 2 do Leilão 53.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
As usinas não tiveram vida nada fácil na abertura das negociações do 53º Leilão de Biodiesel. Uma sequência de problemas técnicos com a Petronect – a plataforma usada para organizar os leilões de biodiesel – obrigou a Petrobras e a ANP a adiarem para hoje (08) a finalização da Etapa 2 do certame. Originalmente, o processo deveria ter sido encerrado às 16h00 de ontem.

As usinas não tiveram vida nada fácil na abertura das negociações do 53º Leilão de Biodiesel. Uma sequência de problemas técnicos com a Petronect – a plataforma usada para organizar os leilões de biodiesel – obrigou a Petrobras e a ANP a adiarem para hoje (08) a finalização da Etapa 2 do certame. Originalmente, o processo deveria ter sido encerrado às 16h00 de ontem.

Na Etapa 2, as usinas de biodiesel fazem suas ofertas informando ao mercado quanto biodiesel esperam vender (dividido em três lotes) e qual o preço mínimo que esperaram receber por seu produto. Normalmente, essa etapa acontece em duas rodadas: na parte da manhã, as usinas revelam quanto biodiesel colocarão no mercado; a tarde, elas acertam seus preços.

Contudo, dessa vez não foi bem assim que aconteceu. Logo na primeira hora de negociações, os servidores da Petronect saíram do ar por uma hora e meia o que obrigou a Petrobras a adiar o encerramento da primeira rodada para às 13h30. Quando a situação já parecia ter sido normalizada, um novo crash no sistema forçou a estatal a desistir de vez de completar o processo no mesmo dia.

Resultados

No fim, o mercado encerrou a terça-feira sabendo apenas que as usinas participantes pretendem colocar 875 milhões de litros a venda. Foi preciso esperar até às 11h00 para, finalmente, termos o resultado final.

Em termos de oferta, esse foi a maior oferta de biodiesel em toda a história dos leilões bimestrais iniciada no – já distante – L28. O último leilão de biodiesel que ter oferta maior que a de hoje foi o L26 quando pouco menos de 1,02 bilhão de litros foram colocados no mercado.

Esse resultado já era antecipado, afinal de contas, as usinas terão que dar conta da demanda do B8 que fará sua estreia a partir do mês de março. Das 36 usinas que se habilitaram para a disputa, 35 fizeram ofertas e colocaram 80% de tudo o que poderiam no mercado. A Barralcool manteve a tradição e não ofertou biodiesel.

No encerramento da primeira rodada, o preço pedido pelas usinas foi de R$ 3.172,87. Isso representa um deságio médio de apenas 0,3% em relação aos valores de referência definidos pela ANP. Esse é um comportamento típico para o mercado.



Hoje, no entanto, os preços simplesmente despencaram. Ao final da rodada, as usinas estavam pedindo R$ 2.377,63 para cada m³ de biocombustível negociado – um deságio de robustos 25,3% em relação aos PMRs. Esse é um preço 15,9% em relação ao valor médio praticado na mesma fase do L52.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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