Dados foram divulgados pela Petrobras que ainda apontam que 10 usinas terão restrições operacionais durante o terceiro bimestre
A Petrobras divulgou a lista de usinas habilitadas para o 66º Leilão de Biodiesel que farão paradas programadas durante maio e junho – meses em que ocorrerão as entregas do biodiesel negociado. Ao todo, 9 unidades produtivas paralisarão suas linhas durante um ou mais dias, afetando a capacidade de oferta do certame em aproximadamente 9,4 milhões de litros.
A Petrobras divulgou a lista de usinas habilitadas para o 66º Leilão de Biodiesel que farão paradas programadas durante maio e junho – meses em que ocorrerão as entregas do biodiesel negociado. Ao todo, 9 unidades produtivas paralisarão suas linhas durante um ou mais dias, afetando a capacidade de oferta do certame em aproximadamente 9,4 milhões de litros.
O impacto é maior do que no certame anterior quando as paralisações afetaram cinco plantasse tiraram 7,7 milhões de litros do mercado.
Na comparação com os pouco mais de 1,33 bilhão de litros que as usinas habilitadas poderiam colocar à venda se assim desejassem, as perdas representam um pouquinho mais de 0,7%.
A realização de serviços de manutenção é a principal causa das paradas com 7 ocorrências que gerarão um impacto de 8,5 milhões de litros na oferta. A Bocchi e a Fiagril serão as únicas usinas a fazerem paradas em respeito à feriados. As duas responderão por 863 m³ de biodiesel a menos.
ADM e Bio Óleo
A usina que será mais afetada será a ADM de Rondonópolis que fará duas paradas – em 31 de maio e em 03 de junho – para manutenção. Esses dois dias parados reduzirão a capacidade da planta em 2,7 milhões de litros.
O maior golpe, no entanto, será sentido pela Bio Óleo. A planta instalada em Cuiabá (MT) precisará parar a produção durante 10 dias consecutivos para a execução de serviços de manutenção diminuindo a capacidade produtiva em 1,5 milhão de litros.
Restrições
Também foi divulgada uma lista de 10 usinas que anunciaram restrições operacionais durante o período de entregas do L66. Nove dessas unidades não farão carregamento de caminhões-tanque compartimentados por restrições em suas estações de carregamento rodoviário.
Já a Cargill mantém sua política de avisar que caminhões que tenham feito transporte de etanol e/ou gasolina podem ter que se submeter a um processo de purga com duração de até três horas antes de serem autorizados a carregar biodiesel.
Uma cópia do arquivo com a lista de restrições pode ser acessada clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com