Leilão do 1º bimestre de 2015 tem oferta de 764,5 milhões de litros
Um leilão muito mais tranquilo. É assim que poderíamos resumir esse primeiro dia do 40º Leilão de Biodiesel que teve uma oferta de 764,5 milhões de litros.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Um leilão muito mais tranquilo. É assim que poderíamos resumir esse primeiro dia do 40º Leilão de Biodiesel. Com uma oferta suficiente para garantir o abastecimento – 764,5 milhões de litros – não há risco de faltar biodiesel nas próximas etapas.
Um leilão muito mais tranquilo. É assim que poderíamos resumir esse primeiro dia do 40º Leilão de Biodiesel. Com uma oferta suficiente para garantir o abastecimento – 764,5 milhões de litros – não há risco de faltar biodiesel nas próximas etapas.
Depois do fiasco ocorrido no L39 – quando a oferta foi considerada excessivamente apertada para garantir o B7 – e das recentes dúvidas sobre se teríamos ou não óleo de soja o bastante, o governo deve estar se sentindo bem mais aliviado em ver que as usinas conseguiram cumprir o prometido e garantiram um nível adequado de oferta.
Não chega a ser uma oferta recorde para o setor – no L37 as usinas colocaram 814,9 milhões de litros à venda – mas supera as ofertas tanto do L39 (702,2 milhões de litros) quanto do L38 (737 milhões de litros). Mesmo assim, deve ser o suficiente para atender garantir uma sobreoferta próxima aos 10% uma vez que, segundo projeções de BiodieselBR.com, a demanda para o 1º bimestre de 2015 deverá ficar em torno dos 690 milhões de litros.
Balanço Das 42 usinas habilitadas pela ANP, apenas duas – a Grand Valle e a Barralcool – encerraram a 1ª rodada sem fazer ofertas e, portanto, ficarão de fora do certame. Todas as demais fizeram ofertas que somam pouco menos de 69,3% da capacidade habilitada.
Um grupo de 12 usinas aumentou suas ofertas em relação ao L39. Coletivamente, elas deverão colocar 83,2 milhões de litros a mais no mercado. O maior aumento foi da Bunge que havia sido inabilitada no leilão passado. Dessa vez, a usina de Nova Mutum (MT), colocou 100% de sua capacidade produtiva bimestral de 24,8 milhões de litros a disposição do mercado.
A Bunge, aliás, faz parte de um grupo de 9 usinas que miraram alto e colocaram todo o biodiesel que podem fabricar à venda.
Segundo a tradição, a Granol foi a empresa do setor com mais apetite. O grupo colocou 127,5 milhões de litros de biodiesel à disposição do mercado.
Já um total de 8 unidades produtivas reduziram suas ofertas. O maior destaque foi a Bianchini que encolheu o volume de biodiesel que pretende colocar no mercado no próximo bimestre em 7 milhões de litros.
Preços O preço médio pedido pelas usinas no leilão foi de R$ 2.145,05 pelo metro cúbico do biodiesel negociado. Um deságio de 6,87% em relação aos preços máximos de referência (PMRs). Isso é praticamente 10 centavos a mais por litro do que no L39 quando as usinas fecharam a 2ª etapa com R$ 2.050,67 por m³.
Já era de se esperar que os preços do L40 seriam relativamente mais elevados. A ANP aumentou em 11% os preços máximos de referência (PMRs) praticados justamente para tornar o certame mais atrativo para as empresas e garantir as ofertas.
A próxima etapa do leilão acontece na nesta quinta-feira (11), com as distribuidoras iniciando suas compras às 11h. E você poderá acompanhar o andamento em tempo real pela BiodieselBR.com.