A habilitação final do 38º Leilão de Biodiesel saiu com uma surpresa: uma das maiores empresas do setor foi inabilitada pela ANP.Normalmente, a habilitação final de um Leilão de Biodiesel da ANP é um evento praticamente protocolar – quase sempre ela apenas confirma o que já havia saído na pré-habilitação. Não dessa vez! A lista de usinas habilitadas pela ANP para o 39º Leilão de Biodiesel deixou de fora um dos maiores fabricantes de biodiesel do país.

Normalmente, a habilitação final de um Leilão de Biodiesel da ANP é um evento praticamente protocolar – quase sempre ela apenas confirma o que já havia saído na pré-habilitação. Não dessa vez! A lista de usinas habilitadas pela ANP para o 39º Leilão de Biodiesel deixou de fora ninguém menos que a Bunge.
Quando a ANP publicou a lista das pré-habilitadas na sexta-feira passada, a Bunge aparecia como pendente. Segundo o documento, a situação da empresa junto à Receita Federal estaria com problemas. Esse tipo de pendência não chega a ser incomum durante a pré-habilitação e, normalmente, é resolvida sem maiores dificuldades pelos fabricantes. Por isso a surpresa.
Dona de uma usina com capacidade para fabricar até 148,9 milhões de litros por ano – a 25ª maior do país – a Bunge é parte da elite do setor de biodiesel. Desde que ela entrou oficialmente no mercado em dezembro de 2012, a vem participando regularmente dos leilões de biodiesel da ANP se sagrando como uma das melhores vendedoras empresa tem sido uma das melhores vendedoras de biodiesel do país com vendas quase sempre acima dos 15 milhões de litros – apenas no L30 as vendas ficaram pouco abaixo dos 10 milhões de litros.
A usina também é bastante confiável. Na média a empresa entregou 95,47% de todo o biodiesel que vendeu nos leilões, 2% acima da média do mercado no período.
Recorrência
Está é a segunda vez que a Bunge é inabilitada em um leilão. A primeira vez aconteceu no L28, quando a empresa fez sua estreia. O problema daquela vez também foi com a Receita Federal, mas o roteiro foi diferente: ela não havia conseguido o Registro Especial de Produtor de Biodiesel necessário.
A empresa ainda tentou recorrer da inabilitação e conseguiu uma decisão favorável da ANP. No final das contas, contudo, a empresa não vendeu biodiesel naquele leilão.
Ausências
A Bunge não vai ser a única usina de grande porte que vai ficar fora da disputa. BiodieselBR.com apurou que a Camera também não pretende participar do certame, a empresa gaúcha entrou com pedido de recuperação judicial na semana passada. Isso tira da disputa uma oferta potencial de 63,8 milhões de litros.
A disputa agora vai se restringir a 41 usinas o que garante uma oferta de 1,07 bilhão de litros. Isso acontece justamente no leilão de estreia do B7 o que deverá colocar mais pressão sobre a demanda.
A lista com a habilitação final publicada pela ANP pode ser acessada clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

Normalmente, a habilitação final de um Leilão de Biodiesel da ANP é um evento praticamente protocolar – quase sempre ela apenas confirma o que já havia saído na pré-habilitação. Não dessa vez! A lista de usinas habilitadas pela ANP para o 39º Leilão de Biodiesel deixou de fora ninguém menos que a Bunge.
Quando a ANP publicou a lista das pré-habilitadas na sexta-feira passada, a Bunge aparecia como pendente. Segundo o documento, a situação da empresa junto à Receita Federal estaria com problemas. Esse tipo de pendência não chega a ser incomum durante a pré-habilitação e, normalmente, é resolvida sem maiores dificuldades pelos fabricantes. Por isso a surpresa.
Dona de uma usina com capacidade para fabricar até 148,9 milhões de litros por ano – a 25ª maior do país – a Bunge é parte da elite do setor de biodiesel. Desde que ela entrou oficialmente no mercado em dezembro de 2012, a vem participando regularmente dos leilões de biodiesel da ANP se sagrando como uma das melhores vendedoras empresa tem sido uma das melhores vendedoras de biodiesel do país com vendas quase sempre acima dos 15 milhões de litros – apenas no L30 as vendas ficaram pouco abaixo dos 10 milhões de litros.
A usina também é bastante confiável. Na média a empresa entregou 95,47% de todo o biodiesel que vendeu nos leilões, 2% acima da média do mercado no período.
Recorrência
Está é a segunda vez que a Bunge é inabilitada em um leilão. A primeira vez aconteceu no L28, quando a empresa fez sua estreia. O problema daquela vez também foi com a Receita Federal, mas o roteiro foi diferente: ela não havia conseguido o Registro Especial de Produtor de Biodiesel necessário.
A empresa ainda tentou recorrer da inabilitação e conseguiu uma decisão favorável da ANP. No final das contas, contudo, a empresa não vendeu biodiesel naquele leilão.
Ausências
A Bunge não vai ser a única usina de grande porte que vai ficar fora da disputa. BiodieselBR.com apurou que a Camera também não pretende participar do certame, a empresa gaúcha entrou com pedido de recuperação judicial na semana passada. Isso tira da disputa uma oferta potencial de 63,8 milhões de litros.
A disputa agora vai se restringir a 41 usinas o que garante uma oferta de 1,07 bilhão de litros. Isso acontece justamente no leilão de estreia do B7 o que deverá colocar mais pressão sobre a demanda.
A lista com a habilitação final publicada pela ANP pode ser acessada clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com