Na terceira mudança em três dias, a ANP reconheceu o direito da Aliança de participar da disputa
A ANP mudou outra vez a lista das usinas pré-habilitadas para 72º Leilão de Biodiesel (L72). Dessa vez, a mudança foi relativamente pequena: a agência reguladora reconheceu que a Aliança está apta a participar da disputa que vai arrematar o biodiesel que abastecerá o mercado durante o terceiro bimestre do ano. Na versão publicada ontem (19), o status da usina de Rondonópolis aparecia como “pendente”.
A pré-habilitação do L72 tem sido extraordinariamente turbulenta. Na noite de quinta-feira (18), a ANP publicou uma primeira versão da lista em que subestimava a capacidade produtiva do setor em cerca de 50% e, ainda, colocava a Olfar de Porto Real entre as usinas sem Selo Social – a empresa conta com o benefício desde maior de 2017.
A ANP mudou outra vez a lista das usinas pré-habilitadas para 72º Leilão de Biodiesel (L72). Dessa vez, a mudança foi relativamente pequena: a agência reguladora reconheceu que a Aliança está apta a participar da disputa que vai arrematar o biodiesel que abastecerá o mercado durante o terceiro bimestre do ano. Na versão publicada ontem (19), o status da usina de Rondonópolis aparecia como “pendente”.
A pré-habilitação do L72 tem sido extraordinariamente turbulenta. Na noite de quinta-feira (18), a ANP publicou uma primeira versão da lista em que subestimava a capacidade produtiva do setor em cerca de 50% e, ainda, colocava a Olfar de Porto Real entre as usinas sem Selo Social – a empresa conta com o benefício desde maior de 2017.
No primeiro documento, a Aliança aparecia como se não tivesse as autorizações necessárias para operar regularmente. No L70, a ANP havia desqualificado a usina mato-grossense com base nesse argumento, mas acabou reconhecendo que o fabricante estava em situação regular e permitindo que ele participasse do certame.
Ainda ontem, a ANP publicou uma segunda versão do arquivo corrigindo a maior parte dos problemas. Nessa novam versão, a situação da Aliança foi mantida como “pendente”. Dessa vez, contudo, a alegação era que a usina tinha ficado mais de um ano sem produzir biodiesel e, portanto, precisaria passar por uma vistoria.
Novamente, a alegação soava estranha. A Aliança não só participou regularmente dos últimos dois leilões como, ainda, conseguiu vender 62 m³ de biodiesel no L71. Ainda não é possível ver se a planta está ativa. Como os dados da ANP só mostram a produção de biodiesel até janeiro o que, em tese, poderia permitir que a usina tivesse passado a barreira de um ano inativa.
Contudo, a correção de hoje sinaliza que a situação da Aliança estava, de fato, errada e que a empresa deveria ter sido considerada habilitada desde o começo.
Recorde confirmado
Com a confirmação da participação da Aliança, a capacidade habilitada para o L72 passa a ser de 1.506 mil m³. O volume é recorde.
Ao todo, 43 usinas de biodiesel participarão da disputa.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com