O documento publicado ontem pela ANP erra a capacidade instalada de 31 das 43 usinas de biodiesel inscritas no processo
A depender do que consta na lista de usinas pré-habilitadas divulgada na noite de ontem (18), o 72º Leilão de Biodiesel vai ser um verdadeiro desastre: o documento elaborado pela ANP informa que a capacidade produtiva inscrita mal chegaria a 1,05 bilhão de litros. Isso faria do L72 o leilão de biodiesel regular com menor teto de ofertas desde o L50 – quando a mistura obrigatória ainda estava no B7!
Felizmente, não há necessidade de desespero. A listagem publicada ANP subestima a capacidade instalada do setor em quase 50%.
A depender do que consta na lista de usinas pré-habilitadas divulgada na noite de ontem (18), o 72º Leilão de Biodiesel vai ser um verdadeiro desastre: o documento elaborado pela ANP informa que a capacidade produtiva inscrita mal chegaria a 1,05 bilhão de litros. Isso faria do L72 o leilão de biodiesel regular com menor teto de ofertas desde o L50 – quando a mistura obrigatória ainda estava no B7!
Felizmente, não há necessidade de desespero. A listagem publicada ANP subestima a capacidade instalada do setor em quase 50%.
Das 43 usinas que demonstram interessem em participar da disputa que vai abastecer o mercado durante os meses do terceiro bimestre de 2020, 31 aparecem com capacidade produtiva diferente da que realmente possuem. Em 10 casos, a ANP errou para mais e as usinas estão listadas como se pudessem vender mais biodiesel do que suas autorizações permitem. Nos 21 casos restantes, o erro foi para menos.
No fim das contas, o que era para ser uma capacidade habilitada um pouco maior do que 1.506,2 milhares de m³ acabou transformada em exíguos 1.047 milhares de m³.
Considerando a capacidade produtiva correta das usinas, o L72 terá recorde de ofertas. Mesmo que por pouco. O próximo certame vai superar o do bimestre atual por uma margem de 0,04%.
Pendências
Assumindo que a capacidade de oferta tenha sido o único engano na lista publicada pela ANP, o L72 não deverá ter problemas substanciais com relação a pendências. Só duas usinas não tiveram sua inscrição confirmada na disputa: a Aliança de Rondonópolis (MT) e a Cesbra em Volta Redonda (RJ).
No caso da Cesbra a situação parece simples. Tudo o que a usina precisa é renovar uma certidão municipal.
A situação mais complicada é da Aliança que aparece na listagem como se ainda dependesse de alguma autorização da ANP para poder participar da disputa.
Isso repete uma história que só não terminou com a anulação do resultado do L70 porque a direção da usina mato-grossense desistiu de um processo que havia aberto contra a agência reguladora.
Caso a Cesbra e a Aliança fiquem de forma, a capacidade de oferta do L72 seria diminuída em 10,6 milhões de litros de biodiesel.
Além disso, a Olfar do Rio de Janeiro aparece na lista das usinas sem selo, sendo que a usina possui o selo combustível social.
A lista de pré-habilitação divulgada pela ANP pode ser acessada clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com