O Sindicom constradiz a Fecombustíveis e nega que exista um acerto para que o transporte do S10 seja feito em caminhões-tanques especialmente segregados.O Sindicom constradiz a Fecombustíveis e nega que exista um acerto para que o transporte do S10 seja feito em caminhões-tanques especialmente segregados.
Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), não há nenhum acordo entre distribuidoras, revenda e ANP para segregar os caminhões-tanques que transportam o diesel S10. A informação de que haveria um acordo nesse sentido – e que ele não estaria sendo integralmente cumprido pelas distribuidoras – foi repassada à BiodieselBR.com pelo presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda, em reportagem publicada no último dia 08.
Na reportagem, Miranda antecipava alguns dos assuntos que abordaria em sua palestra na Conferência BiodieselBR 2013. O evento acontece na semana que vem em Guarulhos (SP).
De acordo com o entrevistado, uma das dificuldades relacionadas à mistura entre biodiesel e óleo diesel que o setor de revenda vem enfrentando atualmente diz respeito ao risco de aumento de problemas de qualidade com a introdução do diesel S10 no mercado. Como esse combustível tem menos enxofre em sua fórmula, ele seria mais suscetível à contaminação microbiana.
Nessa matéria, Miranda diz que, evitar problemas, os setores de distribuição, de revenda e a ANP teriam firmado um acordo prevendo que o transporte do S10 seria feito usando caminhões-tanques devidamente segregados para essa finalidade. Esse acordo não estaria sendo respeitado.
A afirmação desagradou o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) que rebate as afirmações feitas pelo presidente da Fecombustíveis. Em nota encaminhada à redação de BiodieselBR.com, a entidade diz que as distribuidoras nunca assumiram compromisso ou foram solicitadas pela ANP a segregar os caminhões-tanques que transportam S10, “porque essa opção teria se mostrado inviável e mais custosa que ter uma tolerância de teor de enxofre, conforme aprovado em resolução, tanto para a distribuição como para a revenda”.
Passando à ofensiva, o Sindicom argumentou também que, se a segregação da frota é tão importante, os revendedores deveriam estar adotando tal medida em relação à parcela dos combustíveis cujo transporte fica a seu cargo. De acordo com a entidade, aproximadamente metade do volume de combustíveis consumidos no país é transportado pela modalidade FOB – na qual o comprador se encarrega do transporte do produto.
Procurada para comentar as declarações do Sindicom, a assessoria da Fecombustíveis não deu retorno até o fechamento desta reportagem.
Em tempo: o presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda, cancelou sua participação no evento devido a problemas de agenda. A Fecombustíveis será representada por seu diretor de postos de rodovias, Paulo Hashimoto.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), não há nenhum acordo entre distribuidoras, revenda e ANP para segregar os caminhões-tanques que transportam o diesel S10. A informação de que haveria um acordo nesse sentido – e que ele não estaria sendo integralmente cumprido pelas distribuidoras – foi repassada à BiodieselBR.com pelo presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda, em reportagem publicada no último dia 08.
Na reportagem, Miranda antecipava alguns dos assuntos que abordaria em sua palestra na Conferência BiodieselBR 2013. O evento acontece na semana que vem em Guarulhos (SP).
De acordo com o entrevistado, uma das dificuldades relacionadas à mistura entre biodiesel e óleo diesel que o setor de revenda vem enfrentando atualmente diz respeito ao risco de aumento de problemas de qualidade com a introdução do diesel S10 no mercado. Como esse combustível tem menos enxofre em sua fórmula, ele seria mais suscetível à contaminação microbiana.
Nessa matéria, Miranda diz que, evitar problemas, os setores de distribuição, de revenda e a ANP teriam firmado um acordo prevendo que o transporte do S10 seria feito usando caminhões-tanques devidamente segregados para essa finalidade. Esse acordo não estaria sendo respeitado.
A afirmação desagradou o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) que rebate as afirmações feitas pelo presidente da Fecombustíveis. Em nota encaminhada à redação de BiodieselBR.com, a entidade diz que as distribuidoras nunca assumiram compromisso ou foram solicitadas pela ANP a segregar os caminhões-tanques que transportam S10, “porque essa opção teria se mostrado inviável e mais custosa que ter uma tolerância de teor de enxofre, conforme aprovado em resolução, tanto para a distribuição como para a revenda”.
Passando à ofensiva, o Sindicom argumentou também que, se a segregação da frota é tão importante, os revendedores deveriam estar adotando tal medida em relação à parcela dos combustíveis cujo transporte fica a seu cargo. De acordo com a entidade, aproximadamente metade do volume de combustíveis consumidos no país é transportado pela modalidade FOB – na qual o comprador se encarrega do transporte do produto.
Procurada para comentar as declarações do Sindicom, a assessoria da Fecombustíveis não deu retorno até o fechamento desta reportagem.
Em tempo: o presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda, cancelou sua participação no evento devido a problemas de agenda. A Fecombustíveis será representada por seu diretor de postos de rodovias, Paulo Hashimoto.
Cátia Franco – BiodieselBR.com