Índice de não conformidade apurado pelo PMQC teve melhora mínima de agosto para setembro
Melhorou, mas só um pouquinho. De agosto para o mês passado, o indicador de não conformidade do óleo diesel apurado pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) avançou irrisórios 0,24 ponto percentual fechando o mês em 5% cravados.
Melhorou, mas só um pouquinho. De agosto para o mês passado, o indicador de não conformidade do óleo diesel apurado pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) avançou irrisórios 0,24 ponto percentual fechando o mês em 5% cravados.
Apesar da relativa estabilidade, esse é o segundo mês de melhora nos indicadores desde que o mercado deu uma guinada inesperada para pior em julho e teve 7,4% de não conformidade – o pior resultado mensal desde a introdução do B5 em 2010.
Segundo o relatório publicado ontem (16) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), do total de amostras de óleo diesel coletadas em setembro, 150 apresentaram uma ou mais falhas de especificação.
Pelos números divulgados é possível calcular que foram coletadas 3.000 amostras de diesel por todo o território nacional como parte das ações do PMQC. Esse é o maior número de amostras desde junho de 2017.
O maior problema do diesel brasileiro segue sendo o teor de biodiesel. Essa característica foi responsável por 40,7% dos problemas identificados pelos laboratórios do problema.
Apesar de continuar apresentando uma liderança folgada, houve uma queda de 22 pontos percentuais em somente um mês. Em compensação houve um aumento importante de problemas relacionados à destilação do diesel – de 11% para 24,7% das falhas totais.
Estados
O pior diesel foi o consumido no Pará, onde a não conformidade atingiu 24,7% das amostras coletadas. Mais que o dobro dos 12,2% de reprovações apresentadas um mês antes.
Isso puxou o indicador na Região Norte para 12,3% fazendo com que ela ficasse com o pior diesel do país em setembro.
Já o Maranhão e a Paraíba ajudaram a melhorar a qualidade geral. Ambos os estados tiveram queda superior a 11 pontos percentuais entre um mês e outro. No Maranhão o indicador foi de 16% – o pior de agosto – para 4,9% agora. Já os paraibanos saíram de 13,5% para meros 1,7%.
Esses avanços ajudaram o Nordeste a melhorar sua performance indo de pouco menos de 7,3% para 5,3% em termos de não conformidade.
O melhor óleo diesel está na Região Sul onde apenas 2,6% das amostras apresentaram algum tipo de vício de qualidade.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com