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Qualidade do diesel apresentou melhora substancial em outubro

Depois de três meses de não conformidade elevada, o indicador volta a ficar abaixo de 3 pontos percentuais

BiodieselBR.com 3 min de leitura

A qualidade do diesel consumido do país deu um passo adiante em outubro. Segundo a mais recente edição do boletim mensal de monitoramento do mercado, editado nessa sexta-feira (16) pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC), o índice de não conformidade do derivado de petróleo mais consumido no país ficou em 2,8%. O resultado é o segundo melhor do ano, atrás somente dos 2,2% registrados em junho.

A qualidade do diesel consumido do país deu um passo adiante em outubro. Segundo a mais recente edição do boletim mensal de monitoramento do mercado, editado nessa sexta-feira (16) pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC), o índice de não conformidade do derivado de petróleo mais consumido no país ficou em 2,8%. O resultado é o segundo melhor do ano, atrás somente dos 2,2% registrados em junho.

Os documentos divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que das 2813 amostras de diesel coletadas ao longo do mês passado em postos de 20 dos 27 estados brasileiros, 80 apresentaram algum tipo de problema de qualidade.

Problemas entre a mistura de diesel e biodiesel voltaram a ganhar peso e representaram 53,3% das amostras reprovadas – contra 40,7% no mês de setembro.

Em setembro, a quantidade de amostras reprovadas havia sido de 140.

Instabilidade prolongada

O diesel vem enfrentando uma zona de instabilidade prolongada desde a chegada do B10 em março passado. Com exceção de junho o indicador de conformidade tem permanecido sempre acima de quatro pontos percentuais. Em abril ele atingiu o pico se aproximando de 6,6%.

Tipicamente, depois de aumentos na mistura obrigatória, o mercado de diesel registra um pico de não conformidade voltando a patamares normais nos dois ou três meses seguintes. Dessa vez, no entanto, tivemos um segundo pico em julho quando a qualidade foi a pior registrada desde a adoção do B5.

Com isso, a não conformidade média de 2018 está em 4,2%. Esse é o pior resultado para o indicador desde 2010, quando a média dio passou um pouco dos 3,6%. No agregado dos 10 anos anteriores – 2008 a 2017 – a média mensal foi de 2,8%.

Estados

Dos 20 estados monitorados pela rede do PMQC, em 14 houve melhora da qualidade do diesel.

O maior avanço aconteceu no Pará que saiu de 24,7% de não conformidade em setembro – a pior daquele mês – para moderados 3,2% em outubro

O pior diesel em outubro foi o do Espírito Santo que teve 11,7% de não conformidade. Sergipe teve o melhor desempenho repetindo o escore de 0%.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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