Lançado em maio passado, mais de um bilhão de litros já foram fabricados dentro do padrão privado de qualidade da Abiove
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) completou na semana passada a recertificação de todas as usinas de suas filiadas no Selo de Qualidade Bio+. Lançado na primeira quinzena de maio passado, a iniciativa é a primeira especificação privada de biodiesel do Brasil.
Nessa primeira rodada, as 9 usinas participantes fizeram sua recertificação após os primeiros seis meses. Daqui por diante, a renovação do selo deverá passar a acontecer anualmente. Ao todo, 2,18 milhões m³ em capacidade instalada – cerca de um quinto do parque produtiva nacional – estão certificados.
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) completou na semana passada a recertificação de todas as usinas de suas filiadas no Selo de Qualidade Bio+. Lançado na primeira quinzena de maio passado, a iniciativa é a primeira especificação privada de biodiesel do Brasil.
Nessa primeira rodada, as 9 usinas participantes fizeram sua recertificação após os primeiros seis meses. Daqui por diante, a renovação do selo deverá passar a acontecer anualmente. Ao todo, 2,18 milhões m³ em capacidade instalada – cerca de um quinto do parque produtiva nacional – estão certificados.
Pelas contas da Abiove, mais de 1 bilhão litros de biodiesel já foram fabricados em conformidade com o novo parâmetro. Segundo o coordenador do programa para a entidade, o consultor Vicente Pimenta, não houve nenhuma reclamação a respeito da qualidade das usinas certificadas. “Chegamos nos seis primeiros meses do Bio+ com zero deméritos. Até agora, nossos consumidores finais não apresentaram nenhuma reclamação”, comemorou.
Menos contaminantes
Além de atenderem todas às exigências que constam da Resolução 45/2014 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas que aderem ao Bio+ concordam seguir parâmetros de qualidade ainda mais estreitos.
No momento, a principal diferença do Bio+ é o teor 40% mais baixo de sódio, potássio, cálcio, magnésio e fósforo. Esses metais reduzem a eficiência dos sistemas de pós-tratamento de emissões exigidos para que os veículos leves e pesados consigam cumprir os limites de emissões de poluentes do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve).
“A redução de metais não tem um efeito positivo direto no meio ambiente, mas como eles afetam os sistemas de pós-tratamento sua remoção tem um efeito indireto sobre os níveis de poluentes, especialmente NOx, emitidos por veículos diesel”, diz.
Para o futuro, Vicente antecipa que as especificações do Bio+ devem se tornar ainda mais rígidas. “Isso está em nosso radar. Temos margem para apertar um pouco mais as especificações”, diz Vicente para quem o programa tenta antecipar futuras demandas do mercado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com