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Abiove lança seu próprio padrão de qualidade de biodiesel

Usinas de empresas associadas à entidade poderão aderir ao Bio+, padrão que reduz contaminantes que reduzem a eficácia dos sistemas de controle de emissões de poluentes

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) quer se antecipar às futuras exigências sobre a qualidade do biodiesel consumido no Brasil que deverão surgir dentro de mais alguns anos, conforme as próximas fases do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) forem sendo implementadas. Por esse motivo, a entidade lançou nessa segunda-feira (11) o Bio+. Trata-se da primeira especificação privada de biodiesel a ser implementada no país.

Além de atenderem toda as exigências legais descritas na Resolução 45/2014 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas que resolverem aderir ao Bio+ deverão endurecer alguns parâmetros de qualidade por conta própria. O principal alvo da iniciativa é a redução em 40% dos teores permitidos de Sódio, Potássio, Cálcio, Magnésio e Fósforo presentes no biodiesel.

Esses contaminantes foram escolhidos porque eles afetam negativamente a eficiência dos sistemas de pós-tratamento dos gases gerados pelos motores que passarão a ser exigidos em todos os novos veículos diesel vendidos no mercado brasileiro – a fase L7 do Proconve entra em vigor em 2022.

Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) quer se antecipar às futuras exigências sobre a qualidade do biodiesel consumido no Brasil que deverão surgir dentro de mais alguns anos, conforme as próximas fases do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) forem sendo implementadas. Por esse motivo, a entidade lançou nessa segunda-feira (11) o Bio+. Trata-se da primeira especificação privada de biodiesel a ser implementada no país.

Além de atenderem toda as exigências legais descritas na Resolução 45/2014 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas que resolverem aderir ao Bio+ deverão endurecer alguns parâmetros de qualidade por conta própria. O principal alvo da iniciativa é a redução em 40% dos teores permitidos de Sódio, Potássio, Cálcio, Magnésio e Fósforo presentes no biodiesel.

Esses contaminantes foram escolhidos porque eles afetam negativamente a eficiência dos sistemas de pós-tratamento dos gases gerados pelos motores que passarão a ser exigidos em todos os novos veículos diesel vendidos no mercado brasileiro – a fase L7 do Proconve entra em vigor em 2022. Segundo o presidente da Abiove, André Nassar, o biocombustível fabricado pelos associados da entidade estará “totalmente alinhado com as metas de redução na emissão dos gases de efeito estufa do governo federal”.

“O biodiesel já tem uma importância grande na matriz brasileira de combustíveis e tem conta com um cronograma de aumentos de mistura que vai até o B15 em 2023. Mas gente está olhando mais longe” garante Nassar acrescentando que já há dois projetos de lei tramitando no Congresso Nacional que preveem a adoção do B20. Antecipar exigências de qualidade futuras pode, portanto, ajudar nesse processo. “Nosso programa de qualidade traz segurança para que o aumento da mistura ocorra”, completa.

De acordo Vicente Pimenta, que atuou como consultor da Abiove nesse projeto, a elaboração do Bio+ começou em novembro do ano passado. “Foi quando realizando nossa primeira reunião para tentar entender melhor essa demanda de qualidade”. No mesmo mês, durante a Conferência BiodieselBR a Ubrabio lançou o Biodiesel Premium, onde a especificação seria mais rígida que a exigida pela ANP. A ideia contudo parece não ter se concretizado ainda.

Para a concessão do selo que atesta que um fabricante segue as regras do Bio+, a Abiove elaborou um processo de certificação em que as empresas precisam coletar registros completos da qualidade de seus produtos durante um período de dois meses. Todas as amostras coletadas devem durante essa etapa precisam ser aprovadas. O Comitê de Qualidade responsável pelo programa, então, autoriza que o fabricante passe a usar o selo.

Inicialmente o selo Bio+ só poderá ser usado pelas associadas da Abiove que já vêm entregando biodiesel de acordo com a nova especificação desde março de 2020.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com 

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