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Produção de biodiesel na Argentina recuou mais de 15% em 2018

Usinas do país vizinho amargaram quedas tanto nas exportações quanto no mercado interno

BiodieselBR.com 3 min de leitura

A indústria de biodiesel da Argentina penou em 2018. De acordo com dados do Ministério de Energias e Mineração – o MME deles – a produção das usinas encolheu no último ano 15,4% graças a vendas mais fracas tanto no mercado de exportação quanto no mercado interno. Com cerca de 2,43 milhões de toneladas fabricadas – o que dá mais ou menos 2,66 bilhões de litros –, este foi o ano mais fraco para o segmento desde o desastroso ano de 2015.

A indústria de biodiesel da Argentina penou em 2018. De acordo com dados do Ministério de Energias e Mineração – o MME deles – a produção das usinas encolheu no último ano 15,4% graças a vendas mais fracas tanto no mercado de exportação quanto no mercado interno. Com cerca de 2,43 milhões de toneladas fabricadas – o que dá mais ou menos 2,66 bilhões de litros –, este foi o ano mais fraco para o segmento desde o desastroso ano de 2015.

Naquele ano, uma queda acentuada nas cotações do petróleo tornou o biocombustível fabricado pelas usinas da Argentina pouco competitivo frente ao produto de origem fóssil no mercado internacional o que levou a uma contração de quase 30% na produção de nossos vizinhos.

Nos dois anos seguintes, no entanto, a abertura do mercado norte-americano às exportações de biodiesel argentinas e o aumento da demanda interna permitiu que a indústria recuperasse o tempo perdido e tivesse seus dois melhores anos com produção de, respectivamente, 2,66 e 2,87 milhões de toneladas.

Porta fechada, janela aberra

O vento mudou de direção no segundo semestre de 2017 quando ficou claro que o Departamento de Comércio dos Estados Unidos atenderia a um pedido dos fabricantes norte-americanos e passaria a impor pesadas tarifas antidumping contra o biodiesel fabricado na Argentina. Como resultado, novos os embarques para os Estados Unidos não vêm acontecendo desde agosto de 2017.

Para a sorte de nossos vizinhos, isso coincidiu com uma providencial reabertura do mercado da União Europeia depois de quatro anos de barreiras tarifárias. Não fosse isso, o tombo na produção argentina certamente teria sido bem mais feio.

De 1,4 milhão de toneladas de biodiesel exportados ao longo do ano passado, quase 92,7% tiveram países europeus como destino. A Holanda foi o principal comprador individual com 769,8 mil toneladas recebidas ao longo do ano passado. As exportações renderam aos fabricantes das Argentina US$ 977,6 milhões – o que pela cotação de hoje equivaleria a R$ 3,76 bilhões.

Apesar dos números vistosos, as exportações argentinas recuaram 15,1% em volume embarcado e mais de 20,1% em faturamento de 2017 para 2018.

Mercado interno

Além das dificuldades no exterior, o mercado interno também se mostrou menos pródigo no ano passado. As vendas de biodiesel na própria Argentina ficaram um pouco abaixo de 1,1 milhão de toneladas, queda de aproximadamente 6,3% em relação ao recorde do ano passado de 1,17 milhão de toneladas comercializadas.

Mesmo com essa queda, o mercado interno ganhou importância para o resultado das usinas da Argentina com cerca de 44% da demanda total. Essa é a maior participação desde 2015, única vez em que as vendas de biodiesel no mercado interno foram maiores do que as exportações.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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