O ano passado não vai deixar a menor saudade na indústria de biodiesel da Argentina. De acordo com dados disponibilizados pelo governo do pais vizinho indicam uma redução de praticamente 30% no volume fabricado em comparação com o resultado no ano de 2014.
O ano passado não vai deixar a menor saudade na indústria de biodiesel da Argentina. De acordo com dados disponibilizados pelo governo do pais vizinho, a produção das usinas em 2015 totalizou 1,81 milhão de toneladas. Isso representa uma redução de praticamente 30% em relação aos 2,58 milhões de toneladas que haviam sido fabricadas no ano de 2014.
Esse resultado coloca a produção do país vizinho praticamente aos mesmos patamares que tinha em 2010. O número final confirma projeções que as entidades representativas dos produtores já vinham circulando desde novembro passado.
O ano passado já havia aberto bastante ruim para as usinas argentinas com um primeiro trimestre bastante fraco. O mercado até que ensaiou uma recuperação nos trimestres seguintes só que esse movimento perdeu fôlego mais para o final do ano.
Contudo, o pior só viria a aconteceu em dezembro quando houve uma freada repentina no ritmo de produção. As usinas colocaram no mercado apenas 79,8 mil toneladas – o pior resultado mensal em mais de seis anos. Esse movimento não chega a ser totalmente inesperado, fabricantes reclamaram que estavam tendo dificuldade em comprar óleo de soja em função das mudanças tributárias anunciadas por Maurício Macri.
Demanda
Outra mudança notável é que, pela primeira vez, o mercado interno se tornou o principal driver de atividade do setor respondendo por 56,3% da demanda total.
Em 2015, os argentinos consumiram pouco mais de um milhão de toneladas de biodiesel. Já o mercado exportador absorveu apenas 788,2 mil toneladas, praticamente a metade do que havia sido exportado em 2014 – 1,6 milhão de toneladas – e o menor volume desde 2008.
A queda nas exportações no ano passado foi superior até mesmo à registrada em 2013 quando as vendas das usinas argentinas para os países da União Europeia foram duramente atingidas por uma disputa comercial que terminou com a imposição de tarifas antidumping pela Comissão Europeia.
O principal problema este ano foi o derretimento das cotações internacionais do petróleo que tornaram o biocombustível argentino menos competitivo em relação do diesel convencional.
No começo deste mês, os industriais da Argentina receberam mais um duro golpe. O governo do Peru passou a tarifar o biodiesel argentino o que deve dificultar a entrada do produto no mercado peruano que consome 283 milhões de litros de biodiesel ao ano.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
O ano passado não vai deixar a menor saudade na indústria de biodiesel da Argentina. De acordo com dados disponibilizados pelo governo do pais vizinho, a produção das usinas em 2015 totalizou 1,81 milhão de toneladas. Isso representa uma redução de praticamente 30% em relação aos 2,58 milhões de toneladas que haviam sido fabricadas no ano de 2014.
Esse resultado coloca a produção do país vizinho praticamente aos mesmos patamares que tinha em 2010. O número final confirma projeções que as entidades representativas dos produtores já vinham circulando desde novembro passado.
O ano passado já havia aberto bastante ruim para as usinas argentinas com um primeiro trimestre bastante fraco. O mercado até que ensaiou uma recuperação nos trimestres seguintes só que esse movimento perdeu fôlego mais para o final do ano.
Contudo, o pior só viria a aconteceu em dezembro quando houve uma freada repentina no ritmo de produção. As usinas colocaram no mercado apenas 79,8 mil toneladas – o pior resultado mensal em mais de seis anos. Esse movimento não chega a ser totalmente inesperado, fabricantes reclamaram que estavam tendo dificuldade em comprar óleo de soja em função das mudanças tributárias anunciadas por Maurício Macri.
Demanda
Outra mudança notável é que, pela primeira vez, o mercado interno se tornou o principal driver de atividade do setor respondendo por 56,3% da demanda total.
Em 2015, os argentinos consumiram pouco mais de um milhão de toneladas de biodiesel. Já o mercado exportador absorveu apenas 788,2 mil toneladas, praticamente a metade do que havia sido exportado em 2014 – 1,6 milhão de toneladas – e o menor volume desde 2008.
A queda nas exportações no ano passado foi superior até mesmo à registrada em 2013 quando as vendas das usinas argentinas para os países da União Europeia foram duramente atingidas por uma disputa comercial que terminou com a imposição de tarifas antidumping pela Comissão Europeia.
O principal problema este ano foi o derretimento das cotações internacionais do petróleo que tornaram o biocombustível argentino menos competitivo em relação do diesel convencional.
No começo deste mês, os industriais da Argentina receberam mais um duro golpe. O governo do Peru passou a tarifar o biodiesel argentino o que deve dificultar a entrada do produto no mercado peruano que consome 283 milhões de litros de biodiesel ao ano.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com