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Preços de combustíveis aproximam-se da paridade, dizem especialistas


Valor Econômico - 25 mai 2022 - 08:58

A diferença entre os preços dos combustíveis no mercado nacional ante o externo vem se aproximando de zero, reduzindo a defasagem que já superou 20% há quase três semanas. O comportamento dos preços acontece em meio à mexida promovida pelo governo na presidência da Petrobras exatamente para tentar segurar reajustes.

Pelos cálculos da consultoria StoneX atualizados na manhã desta terça-feira (24), a defasagem de 26% nos preços da Petrobras vendidos às distribuidoras há 20 dias praticamente desapareceu.

Os preços do diesel nas refinarias da estatal estão sendo negociados, em média por 0,4% abaixo da paridade de preços internacionais (PPI).

Os preços chegaram a ficar alinhados na semana passada, tendendo para a queda, de acordo com a consultoria, em função de uma redução nos preços do combustíveis no mercado externo. Além disso, o câmbio apresentou queda na comparação com as semanas anteriores.

Já os cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indicam uma defasagem média de 1% nos preços do óleo diesel. A entidade salienta que, mesmo com a redução do câmbio, a diferença, embora menor, inviabiliza parte das importações.

A XP Investimentos já enxerga que os preços do diesel estão 6,7% acima dos praticados no mercado externo, com base no fechamento do mercado, nesta segunda-feira (24).

O último reajuste de preços da Petrobras para o óleo diesel ocorreu no dia 9 de maio, quando a estatal anunciou reajuste de 8,87%, dias após o presidente Jair Bolsonaro criticar fortemente a empresa por não segurar reajustes. Dois dias após o reajuste, o presidente demitiu Bento Albuquerque do Ministério de Minas e Energia (MME), substituindo-o por Adolfo Sachsida.

Já os preços da gasolina estão com preços em média 2,1% abaixo da paridade, nos cálculos da StoneX, próximo do apurado pela Abicom, que aponta uma diferença para baixo de 2%. A XP Investimentos vê, porém, um desconto de 11,4% nos preços nacionais ante a PPI.

O último reajuste de preços da gasolina ocorreu no dia 11 de março, quando a estatal elevou nas refinarias os preços da gasolina em 18,8%.

Ainda de acordo com a StoneX, os preços da gasolina nos Estados Unidos, hoje, encontram-se em queda, perto de zerar a diferença em relação à paridade. Há 20 dias, a defasagem era da ordem de 6%. A associação também ressalta a queda dos preços da gasolina no mercado internacional, na abertura do mercado, hoje.

Fábio Couto – Valor Econômico