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Pesquisa com biodiesel de óleo de peixe é premiada no Canadá

bacalhau atlantico_180413Dois estudantes canadenses vencem competição nacional de ciências com projeto que demonstra a viabilidade e as propriedades anticongelantes do biodiesel de peixe.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
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Dois estudantes canadenses vencem competição nacional de ciências com projeto que demonstra a viabilidade e as propriedades anticongelantes do biodiesel de peixe.

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Dois estudantes de uma escola secundária do Canadá venceram uma competição nacional de projetos científicos com um experimento que demonstra a viabilidade de reaproveitar resíduos da indústria pesqueira na produção de biodiesel. Jared Trask e Kaitlyn Stockey, de 18 e 17 anos respectivamente, testaram o óleo extraído de espécies de peixes de grande importância comercial. Essa é uma rota tecnológica similar vem sendo perseguida aqui no Brasil pela Petrobras Biocombustível.

Os jovens pesquisadores destacam que o estudo tem implicações não somente econômicas como ambientais relevantes. Hoje os resíduos que não podem ser processados pela indústria – como as vísceras e as cabeças – acabam sendo descartados pelos barcos diretamente nos oceanos. Se o processo desenvolvido por eles fosse aplicada em larga escala seria possível criar, de um só golpe, uma nova fonte de renda para os pescadores, acabar com uma fonte de poluição oceânica e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

Anticongelante
Mas a pesquisa dos estudantes traria ainda uma segunda descoberta. A adição de óleo de peixe melhora a performance do biodiesel sob baixas temperaturas. Os estudantes explicam que alguns biocombustíveis enfrentam limitações por serem muito viscosos. O problema fica mais grave em países de clima mais frio – como o próprio Canadá – nos quais o biodiesel pode até congelar dentro dos tanques fazendo com que os motores parem de funcionar.

Os estudantes descobriram que as proteínas presentes no óleo de peixes – especialmente no do bacalhau-do-atlântico – atuam como um anticongelante natural, possibilitando um funcionamento mais eficiente do produto em temperaturas baixas.

O estudo foi orientado por uma professora de Engenharia de Processos da Memorial University, Kelly Hawboldt. Ela guiou a dupla no processo para extrair o óleo dos resíduos dos peixes e para analisar os quatro tipos estudados, comparando a composição lipídica e outras propriedades.

Um ano antes, a mesma dupla já havia recebido uma menção honrosa por um trabalho sobre biodiesel feito a partir de microalgas cultivadas em temperatura ambiente.

Peixe brasileiro
Os resíduos da pesca também tem sido objeto de estudo para o desenvolvimento de biodiesel no Brasil

Em outubro, a Petrobras Biocombustível e o Ministério da Pesca e Aquicultura firmaram um acordo para ampliar programas com foco na pesquisa e produção de biodiesel a partir de matéria-prima residual do pescado.

No mês seguinte, a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec) – com o apoio da PBio – lançou a Máquina Biopeixe, um equipamento que processa os resíduos produzidos pelas atividades de pequenas comunidades pesqueiras e transforma em óleo. A expectativa é que as usinas de biodiesel possam usá-lo como matéria-prima.

Patrícia Herman – BiodieselBR.com
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