

Um estudo descobriu que um poluente emitido por motores diesel tem mais peso que o estimado nas mudanças climáticas.

Um estudo internacional publicado nessa terça-feira (15) no Journal of Geophysical Research-Atmospheres está jogando uma nova luz sobre o papel desempenhado pelo carbono negro nas mudanças climáticas globais. Esse poluente é formado pela fuligem liberada por motores diesel e fornos que usam biomassa como combustível. A pesquisa durou quatro anos e envolveu um grupo internacional de 31 especialistas.
Os novos cálculos revelam que o carbono negro é o segundo fator mais importante para o efeito estufa – atrás apenas do dióxido de carbono. Antes, a crença da comunidade científica era que ele seria o terceiro do ranking. Isso é o dobro do que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas havia estimado em seu histórico relatório de 2007 (o Quarto Relatório de Avaliação do IPCC foi o primeiro a descartar qualquer dúvida de que o aquecimento global não apenas era real como decorrente da ação humana).
Entre os efeitos nefastos do carbono negro estão o aquecimento do Ártico, modificações nos padrões naturais de chuvas e o aquecimento acelerado na porção norte da América do Norte, Europa e Ásia. A substância também tem significativos efeitos sobre a saúde humana.
A boa notícia é que, como o carbono negro permanece na atmosfera durante apenas poucos dias, encontrar formas de combatê-lo pode ser uma forma importante de desacelerar o processo de aquecimento global. A ONU já vem se movendo para reduzir as emissões deste poluente em motores pesados, produção de tijolos e incineração de resíduos urbanos e, no ano passado, ajudou na fundação da Colisão do Clima e Ar Limpo por meio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
No ano 2000, as emissões totais de carbono negro chegavam a 7,5 milhões de toneladas.
O estudo completo pode ser acessado clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Reuters