Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostram que as emissões evitadas pelo consumo de biodiesel avançaram 15,3%
Os cerca de 7,34 milhões de m³ de biodiesel consumidos ao longo do ano passado no mercado brasileiro evitaram que aproximadamente 21,1 milhões de toneladas de CO2 fossem lançadas na atmosfera. A estimativa consta da última edição da Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis, publicada na última semana pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Os cerca de 7,34 milhões de m³ de biodiesel consumidos ao longo do ano passado no mercado brasileiro evitaram que aproximadamente 21,1 milhões de toneladas de CO2 fossem lançadas na atmosfera. A estimativa consta da última edição da Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis, publicada na última semana pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Trata-se de um avanço de 15,3% em relação aos 18,3 milhões de toneladas evitadas no ano anterior. Em 2022, as emissões evitadas pelo uso de biodiesel haviam caído 3,4% devido à política de corte no mandato de biodiesel implementada a partir de maio de 2021 pelo governo Bolsonaro, numa tentativa de conter os preços do óleo diesel.
Como resultado, a adoção do B14 – inicialmente prevista para março de 2022 – só foi efetivada em março passado. Durante todo o ano de 2022, a mistura ficou limitada ao B10, situação que só foi corrigida em abril de 2023, com o retorno ao B12.
Fatia menor
Mesmo com a retomada da mistura de biodiesel, a contribuição ambiental do setor foi ofuscada pelo desempenho positivo do etanol – tanto hidratado quanto anidro – que registrou um avanço de 19,5%, contabilizando emissões evitadas de aproximadamente 63,1 milhões de toneladas de CO2.
Esse resultado marca a recuperação do etanol aos níveis pré-pandemia. O biocombustível precisou de quatro anos para superar o recorde de 53,9 milhões de toneladas de CO2 evitadas registrado em 2019.
Essa recuperação fez com que a participação do biodiesel no total das contribuições do setor de bioenergia caísse para 24,6%, após ter atingido 26,2% em 2020. No total, etanol, biodiesel e bioeletricidade garantiram que o Brasil emitisse 85,6 milhões de toneladas de gás carbônico a menos.
Considerando os últimos 10 anos, o biodiesel evitou que aproximadamente 146 milhões de toneladas de CO2 contribuíssem para o aquecimento global.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com