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Exportações de óleo de soja recuam 43% em agosto

Embarques de óleo de soja, que haviam apresentado um repique em julho, tendem a perder força até o final do ano. Exportações de sebo bovino registram recorde

BiodieselBR.com 4 min de leitura

As exportações brasileiras de óleo de soja deram um passo atrás em agosto. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no último mês as exportações do derivado do principal produto do agronegócio brasileiro ficaram abaixo de 114 mil toneladas, o que faz deste o pior mês para o segmento desde fevereiro. O volume exportado em agosto representa uma queda de pouco mais de 43%, tanto em relação ao mês anterior quanto ao mesmo período do ano passado.

O volume de óleo exportado equivale ao esmagamento de aproximadamente 614 mil toneladas de soja em grão. Montante que se soma aos 8,04 milhões de toneladas de soja que foram exportadas in natura no último mês.

De janeiro a agosto, os exportadores brasileiros já embarcaram 998,7 mil toneladas de óleo de soja. O total é menos da metade dos 1,92 milhão de toneladas exportados nos primeiros oito meses de 2023. E as chances de uma recuperação diminuem consideravelmente à medida que o ano avança e a disponibilidade de soja no mercado nacional cai, conforme avançamos entressafra adentro.

As exportações brasileiras de óleo de soja deram um passo atrás em agosto. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no último mês as exportações do derivado do principal produto do agronegócio brasileiro ficaram abaixo de 114 mil toneladas, o que faz deste o pior mês para o segmento desde fevereiro. O volume exportado em agosto representa uma queda de pouco mais de 43%, tanto em relação ao mês anterior quanto ao mesmo período do ano passado.

O volume de óleo exportado equivale ao esmagamento de aproximadamente 614 mil toneladas de soja em grão. Montante que se soma aos 8,04 milhões de toneladas de soja que foram exportadas in natura no último mês.

De janeiro a agosto, os exportadores brasileiros já embarcaram 998,7 mil toneladas de óleo de soja. O total é menos da metade dos 1,92 milhão de toneladas exportados nos primeiros oito meses de 2023. E as chances de uma recuperação diminuem consideravelmente à medida que o ano avança e a disponibilidade de soja no mercado nacional cai, conforme avançamos entressafra adentro.

Nos últimos cinco anos, cerca de três quartos das exportações nacionais de óleo de soja se concentraram nos primeiros 8 meses do ano. Se essa tendência se repetir este ano, as vendas de óleo de soja nos próximos quatro meses se limitarão a pouco menos de 340 mil toneladas, colocando o total anual em 1,30 milhão de toneladas.

Não é apenas a menor demanda por óleo brasileiro que afeta o mercado, os preços pagos – em dólares – pelo produto têm patinado. Em agosto, cada tonelada de óleo de soja rendeu, em média, US$ 963,43, o que representa uma queda de 4,5% em relação ao ano passado.

Essa retração, contudo, se transforma em um crescimento de 8,1% quando se leva em conta o câmbio, que está mais favorável agora aos exportadores do que estava um ano atrás. Convertido para reais, cada tonelada de óleo exportada rendeu R$ 5.384,90 em agosto; consideravelmente melhor do que os R$ 4.980,09 recebidos um ano antes.

Do começo do ano até agora, as vendas de óleo de soja renderam US$ 955,6 milhões, muito abaixo dos US$ 2,1 bilhões que o produto havia gerado ao país no mesmo período do ano passado. Em agosto, os ganhos ficaram abaixo de US$ 110 milhões.

Novo recorde

Enquanto os embarques de óleo de soja perdem tração, as vendas internacionais de óleos e gorduras residuais (OGRs) e, principalmente, de sebo bovino ganham espaço graças à crescente demanda do mercado dos Estados Unidos, que absorveu 95% das exportações brasileiras no último mês.

Segundo o MDIC, foram exportadas 56,7 mil toneladas de gordura bovina e mais 5,9 mil toneladas de óleo de fritura reciclado. No total, as exportações dos dois produtos somaram 62,6 mil toneladas, superando – de longe – as 50 mil toneladas registradas em dezembro passado.

O novo recorde se deve exclusivamente ao sebo, cuja maior venda anterior era de 47,3 mil toneladas. Já o óleo usado, apesar de ter apresentado crescimento em agosto, ainda está abaixo das 6,32 mil toneladas registradas em maio passado.

Os dois produtos geraram US$ 61,1 milhões para a economia brasileira – o equivalente a R$ 340 milhões. Foram US$ 54,8 milhões para o sebo e outros US$ 6,34 milhões para os OGRs.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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