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Exportações de soja mantiveram trajetória de desaceleração em agosto

Segundo o governo brasileiro, país exportou um pouco mais de 8 milhões de toneladas do grão no último mês

BiodieselBR.com 4 min de leitura

As exportações brasileiras de soja in natura passaram um pouco das 8 milhões de toneladas no mês de agosto segundo a contabilidade mais recente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O volume representou uma queda de 4,1% em relação ao mesmo período de 2023 revertendo o movimento de expansão nos embarques que havia predominado no mercado exportador nos dois meses anteriores.

Apesar do Brasil ter colhido menos soja na atual temporada – 154,6 x 147,4 milhões de toneladas de acordo com as estimativas mais recentes da Conab –, o que deveria ter freado as exportações, não é bem isso o que temos visto. De janeiro até agosto já saíram do país mais de 83,4 milhões de toneladas de soja em grão, alta de 3,2% sobre o somatório do mesmo período do ano anterior.

Em 2023, o Brasil exportou pela primeira vez um volume maior que 100 milhões de toneladas de soja em grão.

As exportações brasileiras de soja in natura passaram um pouco das 8 milhões de toneladas no mês de agosto segundo a contabilidade mais recente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O volume representou uma queda de 4,1% em relação ao mesmo período de 2023 revertendo o movimento de expansão nos embarques que havia predominado no mercado exportador nos dois meses anteriores.

Apesar do Brasil ter colhido menos soja na atual temporada – 154,6 x 147,4 milhões de toneladas de acordo com as estimativas mais recentes da Conab –, o que deveria ter freado as exportações, não é bem isso o que temos visto. De janeiro até agosto já saíram do país mais de 83,4 milhões de toneladas de soja em grão, alta de 3,2% sobre o somatório do mesmo período do ano anterior.

Em 2023, o Brasil exportou pela primeira vez um volume maior que 100 milhões de toneladas de soja em grão.

As exportações registradas até o momento têm contrariado as projeções do mercado. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), entidade que reúne as maiores indústrias de processamento de soja, do país espera que este ano feche com 97,8 milhões de toneladas exportadas. Olhando o histórico dos últimos 5 anos, contudo, os embarques até agosto representaram perto de 82,8% do total anual; se mantivermos essa média este ano voltará a passar dos 100 milhões de toneladas.

Nesse momento, os números do apurados pelo MDIC estiveram bem alinhados com a curva média do mercado nos últimos cinco anos. Entre julho e agosto, tivemos queda de 28,5% nas exportações; não muito distante dos 27% que poderiam ser esperados a partir do histórico.

Há certos sinais de desaceleração no ar, no entanto. Em agosto de 2024, cargas de soja brasileira chegaram a 29 de países contra 35 compradores no mesmo período do ano passado. A demanda da China – maior comprador do Brasil – também perdeu um tanto de vigor com 5,92 milhões de toneladas; retração de 5,8% sobre ao ano anterior.

Com isso a China absorveu 73,7% do total exportado pelo Brasil no período ficando abaixo dos 75% registrados em agosto do ano passado.

Valor mais baixo

Além do volume menor, os exportadores brasileiros também receberam um pouco menos por seus grãos com uma média de US$ 436,09 por tonelada. Baixa de 1,1% em relação aos US$ 441,13 recebidos no mês anterior. Essa foi a primeira queda no valor médio do grão desde março, quando a tonelada era vendida por US$ 425,34.

No total, as exportações fizeram entrar mais US$ 3,50 bilhões na economia nacional. Convertido com base no câmbio médio do mês passado, esse valor se aproxima de R$ 19,5 bilhões.

Do começo do ano até agora, a soja já rendeu US$ 36,4 bilhões ao Brasil.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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