Apesar de safra menor que o esperado, país já exportou 94,2 milhões de toneladas do grão entre janeiro e outubro
Conforme o ano se aproxima do fim e avançamos entressafra adentro, as exportações brasileiras de soja in natura vão ‘aterrissando’. Em outubro, os embarques do grão se aproximaram de 4,71 milhões de toneladas, o que representa uma queda de quase 16% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse já é o terceiro mês seguido em que a comparação entre as exportações de 2023 e 2024 fica no vermelho.
No acumulado, no entanto, 2024 segue na liderança. De janeiro a outubro, o Brasil já embarcou mais de 94,2 milhões de toneladas de soja, o que ainda garante ao ano atual uma vantagem de aproximadamente 1,4 milhão de toneladas – 1,5% – sobre o mesmo período de 2023. Desde julho, contudo, essa diferença vem se reduzindo. Em julho, a vantagem passava dos 4%.
Isso acontece à medida que o país avança pelo período da entressafra da soja. As exportações nacionais vêm convergindo em direção à curva média dos últimos 5 anos.
Conforme o ano se aproxima do fim e avançamos entressafra adentro, as exportações brasileiras de soja in natura vão ‘aterrissando’. Em outubro, os embarques do grão se aproximaram de 4,71 milhões de toneladas, o que representa uma queda de quase 16% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse já é o terceiro mês seguido em que a comparação entre as exportações de 2023 e 2024 fica no vermelho.
No acumulado, no entanto, 2024 segue na liderança. De janeiro a outubro, o Brasil já embarcou mais de 94,2 milhões de toneladas de soja, o que ainda garante ao ano atual uma vantagem de aproximadamente 1,4 milhão de toneladas – 1,5% – sobre o mesmo período de 2023. Desde julho, contudo, essa diferença vem se reduzindo. Em julho, a vantagem passava dos 4%.
Isso acontece à medida que o país avança pelo período da entressafra da soja. As exportações nacionais vêm convergindo em direção à curva média dos últimos 5 anos.
Caso não se afaste muito da curva média, os números atuais permitem estimar que as exportações deste ano passem de 101,1 milhões de toneladas, um volume ligeiramente abaixo dos 101,8 milhões de toneladas registrados em 2023. Agentes do setor exportador, no entanto, parecem esperar uma desaceleração mais acentuada no último bimestre deste ano.
Estimativas
As estimativas mais recentes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) – que reúne as principais empresas do setor de processamento de oleaginosas do país – apontam para exportações de 97,8 milhões de toneladas. Já a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) espera um resultado um pouco maior, com 98 milhões de toneladas.
A queda nas exportações já era esperada devido à frustração nas expectativas mais otimistas para a atual safra de soja. De acordo com a Conab, a produção deste ano foi de 147,4 milhões de toneladas – bem abaixo dos 162,4 milhões de toneladas projetados no início das medições. Ainda assim, esta foi a segunda maior colheita da história, atrás apenas das 154,6 milhões de toneladas da temporada 2022/23.
Preços menos atraentes
O mercado exportador também não tem se mostrado tão atrativo quanto no ano passado. Em outubro, os compradores pagaram US$ 427,59 por cada tonelada de soja brasileira exportada, o que equivale a R$ 2.404,57, considerando a taxa de câmbio média apurada pelo Banco Central.
Apesar de ter se recuperado ligeiramente em relação ao mês passado, este foi o terceiro menor valor mensal – em dólares – para o produto neste ano.
Comparado ao que o mercado estava pagando em outubro de 2023, os valores tiveram uma queda de 18,3%.
Feitas as contas, as exportações de soja renderam pouco mais de US$ 2 bilhões em outubro.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com