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Exportação de soja perde ímpeto, mas continua alta em julho

Volume embarcado ao longo do mês passado superou a marca dos 10 milhões de toneladas pelo quinto mês seguido

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Mesmo que esteja com seu mercado interno flertando com o desabastecimento, o Brasil continua exportando muita soja. Segundo os dados do Ministério da Economia outras 10,4 milhões de toneladas do grão saíram pelos portos do país ao longo do mês de julho. Já é o quinto mês seguido em que os embarques permanecem acima na casa da dezena de toneladas – o período mais longo num histórico que foi iniciado em 1997. É um mês a mais do que em 2018, ano que detém o recorde de exportações.

A China foi a responsável pela compra de 75,8% dessa soja toda com 7,86 milhões de toneladas. Embora o volume dos embarques com destino à China venha caindo desde abril quando passaram das 10,7 milhões de toneladas. O peso do mercado chinês, no entanto, aumentou. Antes de julho a maior fatia das exportações brasileiras que teve a China como destino tinha sido em março, com 74,8% dos embarques.

Faltando ainda cinco meses para fechar o ano, 2020 já é o terceiro melhor ano para as exportações da sojicultura brasileira. De janeiro até julho, saíram do país um pouco mais de 69,7 milhões de toneladas batendo as 68,1 que foram registradas ao longo de 2017 inteirinho.

Mesmo que esteja com seu mercado interno flertando com o desabastecimento, o Brasil continua exportando muita soja. Segundo os dados do Ministério da Economia outras 10,4 milhões de toneladas do grão saíram pelos portos do país ao longo do mês de julho. Já é o quinto mês seguido em que os embarques permanecem acima na casa da dezena de toneladas – o período mais longo num histórico que foi iniciado em 1997. É um mês a mais do que em 2018, ano que detém o recorde de exportações.

A China foi a responsável pela compra de 75,8% dessa soja toda com 7,86 milhões de toneladas. Embora o volume dos embarques com destino à China venha caindo desde abril quando passaram das 10,7 milhões de toneladas. O peso do mercado chinês, no entanto, aumentou. Antes de julho a maior fatia das exportações brasileiras que teve a China como destino tinha sido em março, com 74,8% dos embarques.

Faltando ainda cinco meses para fechar o ano, 2020 já é o terceiro melhor ano para as exportações da sojicultura brasileira. De janeiro até julho, saíram do país um pouco mais de 69,7 milhões de toneladas batendo as 68,1 que foram registradas ao longo de 2017 inteirinho.

Só restam 2019 (74 milhões de toneladas) e 2018 (83,2 milhões de toneladas) à frente de 2020.

Ainda assim, as estimativas não indicam que teremos um novo recorde nas exportações do grão. Pelas contas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) o Brasil deve fechar o ano com 78 milhões de toneladas em vendas externas. Já a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) atualizou ontem sua projeção para 80 milhões de toneladas – 500 mil toneladas a mais do que na estimativa do mês passado.

Pisada no freio

Se for mesmo para essas projeções se confirmarem, os exportadores terão que pisar no freio com força nos próximos meses. Já há algum sinal de uma redução mais brusca no ritmo dos negócios.

Entre junho e julho, as vendas externas caíram 20,5%, bem acima dos 15,1% que as vendas caíram na média dos últimos cinco anos. Se seguir a curva média dos últimos anos, as exportações devem continuar caindo de forma mais acelerada até setembro, antes de começar a caminhar praticamente de lado até janeiro de 2021, quando a próxima temporada começar a entrar no mercado.

Ganhos

As exportações renderam US$ 3,61 bilhões ao país no mês passado. No ano como um todo, as vendas de soja já renderam quase US$ 23,8 bilhões ao país.

A queda no faturamento com as exportações foi um pouco mais suave do que no volume embarcado. Isso graças a uma melhora nas cotações médias em dólar do produto brasileiro.

Em julho, cada tonelada de soja exportada rendeu aos brasileiros US$ 348,30, aumento de 2,5% sobre a média de junho.

Importação

A soja não está mais só saindo do país. Em julho, as importações do grão chegaram perto de 126,2 mil toneladas. Esse é o maior volume importado num único mês pelo Brasil em exatos 18 anos.

O Paraguai foi o fornecedor dessa soja que custou US$ 37,7 milhões ao país.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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