Com redução nas vendas de óleo de soja para a Índia, o volume do derivado exportado no mês passado foi o mais baixo desde janeiro de 2021
As exportações brasileiras de óleo de soja levaram um tombo em outubro. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que as vendas externas do produto caíram quase pela metade ficando abaixo de 82,5 milhares de toneladas – pior resultado para o produto em mais de dois anos e meio. A última vez em que o país havia exportado abaixo de 100 mil toneladas havia sido em fevereiro de 2021 quando os embarques foram de 84,2 mil toneladas.
Tanto que, no ano passado, as exportações beiraram os 2,61 milhões de toneladas se aproximando da máxima histórica de 2,70 milhões de toneladas registrados em 2005.
As exportações brasileiras de óleo de soja levaram um tombo em outubro. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que as vendas externas do produto caíram quase pela metade ficando abaixo de 82,5 milhares de toneladas – pior resultado para o produto em mais de dois anos e meio. A última vez em que o país havia exportado abaixo de 100 mil toneladas havia sido em fevereiro de 2021 quando os embarques foram de 84,2 mil toneladas.
O mercado de exportação se tornou a proverbial salvação da lavoura para a indústria nacional de esmagamento depois que o governo anterior passou a reduzir a mistura obrigatória de biodiesel a partir de maio de 2021. Com menos demanda no mercado interno, as empresas passaram a escoar uma parcela maior de sua produção para o exterior.
Tanto que, no ano passado, as exportações beiraram os 2,61 milhões de toneladas se aproximando da máxima histórica de 2,70 milhões de toneladas registrados em 2005.
Esse movimento se reverteu depois que o CNPE determinou que, a partir de abril, o mercado nacional deveria elevar o patamar de mistura de biodiesel de 10% para 12%. Embora o evento não tenha sido imediato – com maio registrando o maior volume exportado nos últimos cinco anos –, depois disso os embarques forem perdendo fôlego um mês depois do outro.
Abaixo da média
Embora as exportações de óleo tendam mesmo a cair ao longo do segundo semestre, a desaceleração em outubro puxou o volume das exportações de óleo de soja para baixo da linha média dos últimos cinco anos pela primeira vez em 2023.
Entre 2018 e 2022, as exportações de outubro ficaram em 106,4 mil toneladas.
Essa queda foi puxada principalmente pela redução da demanda da Índia, onde o consumo de óleo de soja brasileiro caiu quase 95% em apenas um mês, indo de 60 para 3,1 mil toneladas. Essa foi a menor demanda mensal desde a virada de 2020 para 2021.
Os compradores indianos vêm pisando no freio e reduzindo as compras de óleo de soja brasileiro desde maio quando as importações foram de 204,2 mil toneladas. A indústria vem tentando manter as portas do mercado indiano abertas para seu óleo. Na semana passada, a Abiove fechou um acordo com sua contraparte no país asiático para promover o comércio de soja seus derivados.
Menor faturamento
Com menos óleo sendo exportado, os ganhos com o produto foram para US$ 84,6 milhões. O que também faz desse o menor faturamento para o produto desde janeiro de 2021.
Já o preço médio se manteve relativamente estável. Na média, cada tonelada de óleo de soja exportada pelo país rendeu US$ 1.025,60 por tonelada – alta de 1,2%.
Crescimento da gordura animal
E se as exportações de óleo de soja caem de um lado, as exportações de sebo bovino sobem pelo outro. Em outubro as exportações de sebo somaram 18,2 mil toneladas fazendo com que a parcial do ano se aproximasse da marca das 120 mil toneladas – praticamente dobrando o resultado do ano passado inteiro, quando mais de 62,8 mil toneladas de sebo saíram do país.
Todo o volume exportado em outubro teve os Estados Unidos como destino final. O país também representa mais de 99% das vendas brasileiras no ano.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com