Vendas do grão cresceram 2,2% em relação à primeira metade de 2023 e atingiram a marca de 64,1 milhões de toneladas
Mesmo com uma colheita menor este ano – a última estimativa da Conab aponta para uma produção de 147,3 milhões de toneladas, 7,2 milhões de toneladas menos que no ciclo 2022/23 – os exportadores de soja do país voltaram a pisar no acelerador. Em junho, os embarques da oleaginosa cresceram 3,8% em relação ao apurado em maio e passaram de 13,9 milhões de toneladas. Esse volume é um pouquinho maior do que o recorde de 13,7 milhões de toneladas para este período que havia sido registrado no ano anterior.
Em maio, o mercado parecia estar se encaminhando para uma desaceleração prematura das exportações com os embarques apresentando um deslize de 8,5% em relação ao apurado em abril.
Mesmo com uma colheita menor este ano – a última estimativa da Conab aponta para uma produção de 147,3 milhões de toneladas, 7,2 milhões de toneladas menos que no ciclo 2022/23 – os exportadores de soja do país voltaram a pisar no acelerador. Em junho, os embarques da oleaginosa cresceram 3,8% em relação ao apurado em maio e passaram de 13,9 milhões de toneladas. Esse volume é um pouquinho maior do que o recorde de 13,7 milhões de toneladas para este período que havia sido registrado no ano anterior.
Graças a este último resultado, o primeiro semestre (1S) de 2024 se encerrou com mais de 64,1 milhões de toneladas de soja embarcadas. São quase 2,2% acima do volume contabilizado na primeira metade do último ano. É um novo recorde.
Em maio, o mercado parecia estar se encaminhando para uma desaceleração prematura das exportações com os embarques apresentando um deslize de 8,5% em relação ao apurado em abril.
Tipicamente, as exportações brasileiras atingem seu pico entre abril e maio e entram numa descendente nos meses seguintes. Nos últimos cinco anos, houve uma queda média de 14,1% entre maio e junho. Bem diferente do comportamento que o mercado está apresentando este ano.
A demanda da China foi – de longe – a principal responsável por essa reaceleração das exportações brasileiras. A segunda maior economia do mundo comprou mais de 10,6 milhões de toneladas do grão brasileiro no mês de junho o que representa uma alta de 641,3 mil toneladas – 6,4% – sobre o número que havia sido registrado em maio.
Juntando outros países asiáticos, as vendas de soja brasileira aumentaram mais de 1 milhão de toneladas no comparativo mensal e totalizaram a 11,7 milhões de toneladas. Esse crescimento foi mais que suficiente para compensar a desaceleração de 833,2 mil toneladas em destinos na Europa.
Valor
Em média, cada tonelada de soja saída do Brasil em junho rendeu US$ 439,49. Esse novo valor representa uma alta de 2,6%; é o maior preço médio para o produto desde fevereiro e consolida uma tendência de recuperação nos preços do grão que já vinha se insinuando a partir de março.
No total, as exportações de soja fizeram US$ 6,13 bilhões entrar na economia brasileira em junho elevando os ganhos deste ano para US$ 27,9 bilhões. Convertido pelas taxas de câmbio médias apuradas pelo Banco Central de janeiro e até junho, os sojicultores já faturaram mais de R$ 143,1 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com