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Embarques de soja em grão perdem parte do impulso em julho

Volume do grão que foi exportado ao longo do último mês voltou a se aproximar da média dos últimos 5 anos

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Depois de ter exportado soja como nunca ao longo da primeira metade do ano, o ritmo dos embarques perdera – ao menos um pouco – o vigor que vinha mostrando. Os dados mais recentes da balança comercial mostram que as vendas em julho foram de 9,69 milhões de toneladas.

Embora este ainda seja um resultado bastante robusto – quase 29,2% maior do que a no mesmo período em 2022 –, as exportações do mês passado foram 10,7% maiores do que média dos últimos 5 anos. Trata-se da menor vantagem em relação à média desde janeiro; único mês do ano no qual os números chegar a ficar negativos.

Apesar da perda de tração ser visível no gráfico, as exportações do grão ainda parecem estar caminhando na direção de um novo recorde anual. De janeiro a julho, mais de 72,4 milhões de toneladas foram encaminhados para o mercado externo. O volume é cerca de 5,4% maior do que os 68,7 milhões de toneladas registradas em 2020 – o recorde para esse período.

Depois de ter exportado soja como nunca ao longo da primeira metade do ano, o ritmo dos embarques perdera – ao menos um pouco – o vigor que vinha mostrando. Os dados mais recentes da balança comercial mostram que as vendas em julho foram de 9,69 milhões de toneladas.

Embora este ainda seja um resultado bastante robusto – quase 29,2% maior do que a no mesmo período em 2022 –, as exportações do mês passado foram 10,7% maiores do que média dos últimos 5 anos. Trata-se da menor vantagem em relação à média desde janeiro; único mês do ano no qual os números chegar a ficar negativos.

Apesar da perda de tração ser visível no gráfico, as exportações do grão ainda parecem estar caminhando na direção de um novo recorde anual. De janeiro a julho, mais de 72,4 milhões de toneladas foram encaminhados para o mercado externo. O volume é cerca de 5,4% maior do que os 68,7 milhões de toneladas registradas em 2020 – o recorde para esse período.

Faltando ainda 5 meses até o fim do ano, 2023 já é 6º melhor ano da história. Ele supera todos os anos do histórico até 2017.

Em termos anuais, o recorde vigente é de 2021 quando as exportações somaram 86,1 milhões de toneladas. O mercado vem apostando num novo recorde. As estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) apontam para 98,5 milhões de toneladas de soja in natura este ano.

Os volumes exportados até agora, no entanto, parecem indicar o número um pouco menor. Nos últimos 5 anos, o período entre janeiro e julho concentraram, em média, 75%. Se esse percentual se repetir agora, as exportações devem fechar o ano por volta dos 96,8 milhões de toneladas.

Ganhos

Em julho, o faturamento com as exportações foi de US$ 4,76 bilhões. Se convertido pela cotação média do mês passado esse valor representa perto de R$ 22,9 bilhões.

Um mês antes, os ganhos em dólares haviam sido de US$ 6,81 bilhões.

Além do volume menor exportado, a queda também teve um impulso – minoritário – pela cotação menos favorável do produto no mercado externo. Na média, a cada tonelada de soja brasileira exportada os vendedores receberam US$ 491,68. O valor é cerca de 0,8% menor do que em junho.

Embora mostre a manutenção de uma tendência de queda nos preços que já vem desde dezembro de 2022, a velocidade de queda se reduziu consideravelmente em relação ao que vinha acontecendo nos últimos meses.

Uma explicação plausível é o fim – em meados do mês passado – do acordo entre a Rússia e a Ucrânia que garantia o escoamento de grãos pelo Mar Negro. Isso já vem afetando os mercados de gêneros alimentícios ao redor do globo, especialmente o de oleaginosas.

No ano passado, o estouro a guerra entre Rússia e Ucrânia paralisou o transporte de grãos no Mar Negro levando ao salto nos preços da soja que pode ser visto no gráfico.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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