Volume do derivado exportado ao longo de 2022 já é o maior dos últimos 16 anos
Contrariando o que seria de se esperar com base no histórico do setor, as exportações nacionais de óleo de soja não vêm dando sinais de que estejam prontas para reduzir o ritmo neste final de ano. De acordo com os números mais recentes do Ministério da Economia, em novembro mais 218 mil toneladas do produto saíram do país – isso representa um aumento de 27,5% no volume embarcado.
Normalmente, os embarques de óleo de soja avançam na primeira metade do ano até atingirem o teto entre os meses de maio e julho e passam a minguar a partir daí. Este ano, contudo, as exportações vêm resistindo à queda. Embora o mercado tenha apresentado alguma irregularidade nos meses de setembro e outubro – especialmente depois da correção nos números que haviam sido reportados pelo ministério no mês passado –, os dados de novembro indicam que as exportações vêm conseguindo se manter num platô de julho para cá.
Contrariando o que seria de se esperar com base no histórico do setor, as exportações nacionais de óleo de soja não vêm dando sinais de que estejam prontas para reduzir o ritmo neste final de ano. De acordo com os números mais recentes do Ministério da Economia, em novembro mais 218 mil toneladas do produto saíram do país – isso representa um aumento de 27,5% no volume embarcado.
Normalmente, os embarques de óleo de soja avançam na primeira metade do ano até atingirem o teto entre os meses de maio e julho e passam a minguar a partir daí. Este ano, contudo, as exportações vêm resistindo à queda. Embora o mercado tenha apresentado alguma irregularidade nos meses de setembro e outubro – especialmente depois da correção nos números que haviam sido reportados pelo ministério no mês passado –, os dados de novembro indicam que as exportações vêm conseguindo se manter num platô de julho para cá.
De janeiro até agora, os embarques do derivado se aproximam de 2,35 milhões de toneladas. Isso já faz deste o quinto ano mais exportador da história e com chances bem reais de galgar mais algumas posições.
Se dezembro apenas repetir a média do ano, 2022 vai fechar com 2,56 milhões de toneladas de óleo de soja exportados. Isso valeria o segundo lugar no ranking geral; atrás apenas de 2005 quando as exportações beiraram os 2,70 milhões de toneladas.
A estimativa mais recente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) é mais modesta. Segundo a entidade que representa as principais indústrias de processamento de soja do país, as exportações de óleo devem ficar em 2,40 milhões de toneladas.
Índia
O aumento se deve à voracidade da Índia. Em novembro, o país asiático importou 156,8 mil toneladas de óleo de soja brasileiro – 36,1% a mais do que no mês período do ano passado – o que equivale a 72% do total exporta pelo complexo soja nacional país.
Com mais esse resultado robusto, a Índia absorveu 1,41 milhão de toneladas – 60% – do óleo nacional.
Valor recorde
Em novembro as exportações acrescentaram mais US$ 310 milhões às contas externas brasileiras. Na média, cada tonelada de óleo de soja exportado pelo Brasil rendeu US$ 1.421,43 o que representa uma alta maior do que 9,5% sobre o mês de outubro.
Embora, os ganhos mensais venham – grosso modo – recuando desde junho, o resultado anual já é recorde. Até agora, o óleo de soja já rendeu US$ 3,60 bilhões para o Brasil abrindo quase 35% de vantagem sobre o segundo melhor ano do histórico – 2008 com US$ 2,67 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com