Cerca de 219,5 mil toneladas de óleo de soja foram embarcadas no mês passado; maior volume para o período dos últimos 14 anos
Outubro pode não ter sido um mês tão bom quanto setembro, mas a procura pelo óleo de soja brasileiro continua aquecida. Segundo o Ministério da Economia, os embarques do produto se aproximaram da marca das 219,5 milhares de toneladas.
Apesar da queda de 10,4% em relação ao mês anterior, as exportações seguem num patamar bem acima do normal. Na comparação anual, o crescimento nas vendas se aproxima dos 48% – trata-se do maior volume exportado num mês de outubro desde 2008.
Outubro pode não ter sido um mês tão bom quanto setembro, mas a procura pelo óleo de soja brasileiro continua aquecida. Segundo o Ministério da Economia, os embarques do produto se aproximaram da marca das 219,5 milhares de toneladas.
Apesar da queda de 10,4% em relação ao mês anterior, as exportações seguem num patamar bem acima do normal. Na comparação anual, o crescimento nas vendas se aproxima dos 48% – trata-se do maior volume exportado num mês de outubro desde 2008.
De janeiro a outubro, as contas externas do país apontam para o embarque de 2,16 milhões de toneladas de óleo de soja. Isso já faz deste ano o 7º mais exportador da história – o recorde é de 2005 quando o mercado externo absorveu 2,69 milhões de toneladas de óleo de soja brasileiro.
Embora o topo do pódio pareça fora de alcance sem uma aceleração considerável – e atípica para a época do ano – nas exportações, a média de 216,4 mil toneladas de vendas por mês, autoriza supor que 2022 vá acabar entre os três melhores resultados.
Além de 2005 no topo, o pódio é composto por 2003 com 2,48 milhões de toneladas e 2004 com 2,50 milhões de toneladas.
Índia
Maior importador de óleos vegetais do mundo, a Índia tem sido o principal motor do crescimento das exportações brasileiras em 2022. Até o momento, o mercado indiano absorveu 1,27 milhão de toneladas de óleo brasileiro – 58,8% do total exportado – praticamente dobrando o volume do ano anterior inteiro.
Nos cinco anos anteriores, a Índia foi responsável por uma fatia de 40,7% das exportações brasileiras.
Em outubro, no entanto, a demanda indiana caiu consideravelmente. De uma média mensal de 133,5 mil toneladas – 62,4% do total –, os embarques para o segundo país mais populoso do mundo caíram para menos de 72,3 mil toneladas, o que representa cerca de um terço do total.
Essa queda foi compensada por um aumento nas exportações para a China. Até setembro, clientes chineses vinham comprando 11,2 mil toneladas de óleo brasileiro. Em outubro, o volume saltou para 72,8 mil toneladas.
Valor
Embora o volume não deva bater o recorde, o faturamento dos exportadores nunca foi melhor do que em 2022. No total, o país já ganhou US$ 3,32 bilhões com vendas de óleo de soja. Já são 24,5% acima do segundo colocado – 2008, com US$ 2,67 bilhões.
Desse total, mais de US$ 2 bilhões entraram no país até junho quando os ganhos mensais foram impulsionados pela alta nos preços dos óleos vegetais, em razão da disrupção no fluxo de óleo de girassol causada pela guerra da Rússia com a Ucrânia – o terceiro mais importante em termos globais.
Depois de junho, no entanto, os ganhos vêm caindo de forma acelerada e, em outubro, ficaram em US$ 277,7 milhões. Em média, cada tonelada de óleo exportada no mês passado rendeu US$ 1.265,52.
Esse é o valor mais baixo pago pelo produto nacional desde setembro do ano passado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com