Volume de óleo de soja exportado pelo país caiu cerca de um quarto em relação ao mesmo período do ano passado
Graças ao aumento da mistura de biodiesel, o mercado doméstico está absorvendo uma parcela maior do óleo de soja fabricado pela indústria nacional. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o volume de óleo exportado no mês passado foi de 159,7 milhares de toneladas – recuo de um quarto em relação ao que havia sido registrado no mesmo período do ano anterior.
Nos últimos dois anos, as esmagadoras brasileiras focaram no mercado internacional para conseguir escoar seus excedentes de óleo que – por conta da redução da mistura de biodiesel no óleo diesel mineral – não estava mais sendo absorvido pelas usinas. Isso fez com que os embarques somassem 2,6 milhões de toneladas em 2022 e 2,3 milhões de toneladas em 2023.
Em abril, o maior comprador do óleo brasileiro foi a Índia. O país asiático recebeu 82,4 mil toneladas do produto nacional pelo qual pagou um total de US$ 75,9 milhões.
Graças ao aumento da mistura de biodiesel, o mercado doméstico está absorvendo uma parcela maior do óleo de soja fabricado pela indústria nacional. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o volume de óleo exportado no mês passado foi de 159,7 milhares de toneladas – recuo de um quarto em relação ao que havia sido registrado no mesmo período do ano anterior.
No ano passado, as exportações em abril – mês em que foi oficializada a volta ao B12 – já haviam apresentado um recuo de 12,9% do derivado do grão quando comparado ao volume de 12 meses antes.
Nos últimos dois anos, as esmagadoras brasileiras focaram no mercado internacional para conseguir escoar seus excedentes de óleo que – por conta da redução da mistura de biodiesel no óleo diesel mineral – não estava mais sendo absorvido pelas usinas. Isso fez com que os embarques somassem 2,6 milhões de toneladas em 2022 e 2,3 milhões de toneladas em 2023.
Em abril, o maior comprador do óleo brasileiro foi a Índia. O país asiático recebeu 82,4 mil toneladas do produto nacional pelo qual pagou um total de US$ 75,9 milhões.
Do começo do ano até agora, o Brasil já exportou 392,2 mil toneladas de óleo de soja o que representa uma contração de quase 55% em relação ao volume apurado no primeiro quadrimestre de 2023.
Nos trilhos
Apesar de menos agitado, a expectativa é que as exportações de óleo continuam crescendo até meados do ano. Nos últimos cinco anos – 2019 a 2023 –, os embarques foram crescentes até o mês de junho quando costumam atingir seu pico.
Com exceção de um fevereiro mais fraco, 2024 parece estar seguido a curva típica do mercado bastante de perto. Caso os exportadores não se desviem muito dos trilhos, é possível estimar o resultado para este ano em 1,34 milhão de toneladas.
Dependendo – é claro – do resultado da turbulenta safra brasileira de soja do ciclo 2023/24 não trouxer novos sustos. Em sua última revisão, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou que a produção dos sojicultores deverá ficar em 147,7 milhões de toneladas – bem abaixo do teto de 162,4 milhões de toneladas que chegou a projetar em outubro do ano passado. E vale ressaltar que os números mais recentes não levam em conta os impactos das chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul.
O estado é o terceiro maior produtor da oleaginosa do país.
Renda
Em abril, as exportações de óleo de soja renderam US$ 150 milhões à economia brasileira o que, pelo valor médio da moeda norte-americana no período, equivale a R$ 770,3 milhões.
Além do aumento no volume embarcado, os exportadores foram beneficiados tanto por um preço melhor do produto em dólares, com média de US$ 940,54 por tonelada – alta de 3,4% sobre março – como por uma taxa de câmbio mais atraente com o dólar cotado a R$ 5,12.
Sebo
Além das exportações de óleo de soja, abril também registrou volumes importantes de exportação de sebo bovino com 15,8 mil toneladas exportadas pelo Brasil.
Embora este seja um volume bem inferior ao que vinha sendo praticado pelo mercado entre novembro e dezembro do ano passado, os embarques mais do que dobraram na comparação com abril de 2023, atingindo 15,8 mil toneladas.
Os Estados Unidos têm sido o principal destino do sebo brasileiro, onde o subproduto da indústria de carne bovina tem sido utilizado como matéria-prima para a produção de diesel verde em função de incentivos ao uso de fontes óleos e gorduras considerados residuais. No último mês, foi o destino de 88% do sebo exportado pelo Brasil.
Também chama a atenção a expansão das exportações de óleos de cozinha usado. Quase 6 mil toneladas do foram exportadas no último mês – crescimento de quase 3000% sobre abril de 2023. Também nesse caso, os EUA são o principal destino ficando com mais de 89% dos embarques.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com