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Apesar de quebra na safra, exportações de soja abriram o ano aquecidas

MDIC contabilizou a saída de mais de 2,8 milhões de toneladas do grão no primeiro mês de 2024

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Ao menos até agora, perspectiva – cada vez mais certa – de uma grande quebra da safra de soja 2023/24 não está mantendo os sojicultores brasileiros fora do mercado internacional. Pelas contas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os exportadores brasileiros embarcaram um pouco mais de 2,85 milhões de toneladas do grão logo no primeiro mês do ano.

Trata-se da melhor abertura de ano da história do setor, quase 16,4% a mais que o recorde anterior – 2,45 milhões de toneladas em janeiro de 2022. Isso depois do Brasil ter superado pela primeira vez na história a marca dos 100 milhões de toneladas num único ano.

Em geral, janeiro é o mês menos agitado para os exportadores que ainda aguardam a chegada dos grãos da nova safra no mercado. É só a partir de março que os maiores volumes começam a chegar aos portos brasileiros – o pico da temporada acontece entre os meses de abril e maio.

Ao menos até agora, perspectiva – cada vez mais certa – de uma grande quebra da safra de soja 2023/24 não está mantendo os sojicultores brasileiros fora do mercado internacional. Pelas contas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os exportadores brasileiros embarcaram um pouco mais de 2,85 milhões de toneladas do grão logo no primeiro mês do ano.

Trata-se da melhor abertura de ano da história do setor, quase 16,4% a mais que o recorde anterior – 2,45 milhões de toneladas em janeiro de 2022. Isso depois do Brasil ter superado pela primeira vez na história a marca dos 100 milhões de toneladas num único ano.

Em geral, janeiro é o mês menos agitado para os exportadores que ainda aguardam a chegada dos grãos da nova safra no mercado. É só a partir de março que os maiores volumes começam a chegar aos portos brasileiros – o pico da temporada acontece entre os meses de abril e maio.

Quebra

Dificilmente, contudo, os exportadores vão conseguir manter esse ritmo nos próximos meses pelo simples fato de que teremos bem menos soja disponível.

No auge do otimismo do mercado, as estimativas para a safra 2023/24 superavam a marca dos 160 milhões de toneladas. O clima adverso em boa parte do país, contudo, derrubou as projeções. Um compilado feito por BiodieselBR.com mostra que a média das estimativas mais recentes está em 152,6 milhões de toneladas – indo de 149,4 até 156,1 milhões de toneladas.

E mesmo estes números podem estar superdimensionados. Num evento nos Estados Unidos, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Neri Geller, chegou a falar em 145 milhões de toneladas.

Ao menos por enquanto, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) continua otimista em relação às exportações. O balanço mais recente publicado pela entidade que representa as maiores esmagadoras do país aponta que mais de 98,1 milhões de toneladas de soja saiam do país ao longo deste ano – queda de moderados 3,6% em relação ao recorde de 2023.

A Abiove também espera que a indústria nacional processe 54,5 milhões de toneladas de soja. Uma conta que não fecha caso as projeções mais pessimistas se confirmem.

Preços

Apesar dessa quebra na safra brasileira, o mercado global não parece se encaminhar para um aperto na oferta do grão. O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) calcula a produção mundial em 398,2 milhões de toneladas – alta de 5,3% sobre a temporada anterior.

Isso graças principalmente à recuperação da produção na Argentina que deverá ir de 25 milhões de toneladas na safra 2022/23 para cerca de 50 milhões de toneladas no ciclo atual. Esse balanço relativamente favorável tem segurado as cotações na Bolsa de Chicago.

Esse movimento tem aparecido nos preços que a soja brasileira tem pegado no mercado internacional. Em janeiro, a tonelada do grão foi negociada por uma média de US$ 510,30 – cerca de R$ 2.507,53 pela taxa de câmbio apurada pelo Banco Central.

Foi o segundo mês consecutivo de contração nos preços pagos pelos compradores do grão brasileiro. As exportações registradas ao longo de janeiro renderam ao país um pouco mais de US$ 1,45 bilhão.

O principal cliente da soja brasileira foi a China que absorveu 68,7% das exportações do período – o equivalente a 1,96 milhão de toneladas.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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