Representante das maiores empresas do setor de esmagamento do Brasil elevou em 500 mil toneladas o volume de soja que deverá ser processada pela indústria nacional ao longo deste ano
O setor de esmagamento está um pouco mais otimista em relação ao desempenho da indústria em 2023. Segundo novas contas que foram divulgadas nesta quinta-feira (18) pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) o volume de soja que deverá ser processada no mercado interno ao longo deste ano deve bater em 53 milhões de toneladas. O número é cerca de 500 mil toneladas – 1% – maior que a estimativa que havia sido publicada pela entidade no começo de abril.
O volume é recorde. Ele supera o resultado do ano anterior – 50,9 milhões de toneladas – em cerca de 4,1%. Só nos três primeiros meses do ano, as esmagadoras brasileiras já processaram 12,1 milhões de toneladas do grão – 5,6% mais do que no mesmo período de 2022.
Segundo a Abiove, a atividade no setor de esmagamento tem sido puxada para cima tanto pela maior procura por farelo quanto pela maior demanda por óleo de soja pelas usinas de biodiesel vinda depois que o governo brasileiro confirmou o aumento da mistura obrigatória de 10% para 12%.
O setor de esmagamento está um pouco mais otimista em relação ao desempenho da indústria em 2023. Segundo novas contas que foram divulgadas nesta quinta-feira (18) pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) o volume de soja que deverá ser processada no mercado interno ao longo deste ano deve bater em 53 milhões de toneladas. O número é cerca de 500 mil toneladas – 1% – maior que a estimativa que havia sido publicada pela entidade no começo de abril.
O volume é recorde. Ele supera o resultado do ano anterior – 50,9 milhões de toneladas – em cerca de 4,1%. Só nos três primeiros meses do ano, as esmagadoras brasileiras já processaram 12,1 milhões de toneladas do grão – 5,6% mais do que no mesmo período de 2022.
Segundo a Abiove, a atividade no setor de esmagamento tem sido puxada para cima tanto pela maior procura por farelo quanto pela maior demanda por óleo de soja pelas usinas de biodiesel vinda depois que o governo brasileiro confirmou o aumento da mistura obrigatória de 10% para 12%.
Óleo fica igual
Mesmo com meio milhão de soja a mais sendo esmagada, a estimativa da Abiove sobre a produção nacional de óleo ficou estável em 10,7 milhões de toneladas. O mesmo volume do levantamento publicado no mês anterior. Deste total, 2,15 devem ir para o mercado de exportação e 8,95 terão como destino o mercado doméstico.
Questionada sobre essa aparente incongruência, a Abiove confirmou os números divulgados. “Os rendimentos estão alinhados com a média histórica. As projeções usam dados aproximados”, disse a assessoria de imprensa da entidade em resposta ao questionamento de BiodieselBR.com, acrescentando que as últimas projeções já vinham contemplando o aumento da mistura de biodiesel.
O aumento na projeção de esmagamento, levou a uma revisão na produção de farelo de soja que viu um incremento de 400 mil toneladas indo de 40,2 para 40,6 milhões de toneladas.
Mais soja
A Abiove também engrossou o coro das entidades que produzem estimativas sobre a produção de soja do Brasil que está revendo para cima suas projeções para a colheita deste ano. Segundo a Abiove, a temporada 2022/23 deve render 155 milhões de toneladas do grão contra 153,6 milhões de toneladas na previsão anterior.
O incremento de 1,4 milhão de toneladas se deve à revisões positivas em relação à área plantada e à produtividade das lavouras.
BiodieselBR.com compilou 5 projeções sobre a safra 2022/23 que foram publicadas este mês. Quatro destas – Abiove, Conab, Datagro e IBGE – aumentaram suas expectativas em relação à produção nacional. Apenas a StoneX manteve o mesmo número do mês passado.
Na média, as projeções apontam para uma colheita de 154,4 milhões de toneladas de soja. Cerca de 1,28 milhão de toneladas – 0,8% – de aumento sobre a média das projeções que foram divulgadas em abril.
Com os novos números, a Abiove passa a estimar que as exportações de soja em grão vão atingir a marca de 95,7 milhões de toneladas este ano. Descontada a soja que será processada, teremos um estoque de passagem de 8,1 milhões de toneladas.
Somando as exportações de soja em grão com as de farelo e as de óleo, o complexo soja brasileiro deverá gerar cerca de US$ 66 bilhões em divisas para o país.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com