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Mamona

Mamona tem seu pior ano desde o lançamento do PNPB


BiodieselBR.com - 29 out 2012 - 11:45
grafico mamona_producao_291012
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a mamona teve sua pior safra desde que o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) foi implantado, no final de 2004. Em 2012 foram colhidas apenas 25,8 mil toneladas da oleaginosa. Isso representa um tombo de quase 82% em relação do resultado obtido na safra anterior.

Na verdade, se a previsão se confirmar essa será a segunda pior colheita de mamona desde que a Conab passou a acompanhar, na safra 1976/1977. O único resultado pior foi o da safra 1997/1998 quando foram colhidas somente 18,8 mil toneladas.

Comparando as safras 2011/2012 com a 2010/2011 também foram registradas quedas significativas tanto em termos de área plantada e quanto de produtividade [veja gráficos].

Boa parte das perdas pode ser atribuída à severa estiagem que atingiu os estados do Nordeste esse ano. De acordo com um levantamento recém-divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), as perdas nas lavouras de mamona da Bahia – principal estado produtor do Brasil – podem chegar a 100%. A quebra na safra em 2012 interrompe uma trajetória de crescimento da oleaginosa nas ultimas três safras.

Irregularidade
Os resultados da mamona têm sido inconsistentes, para dizer o mínimo. Considerada a estrela do PNPB na época do lançamento do programa pelo presidente Lula, a produção da mamona no Nordeste nunca conseguiu deslanchar.

Apesar de todos os incentivos que recebeu, a produção diminuiu. Na safra 2004/2005 foram colhidas pouco menos de 210 mil toneladas e depois o melhor resultado foi justamente o do ano passado com 141,3 mil toneladas da oleaginosa, uma retração de 33% quando comparada a safra de lançamento do PNPB.

Essas dificuldades fizeram com que as usinas de biodiesel perdessem o encanto por essa oleaginosa e passassem a apostar cada vez mais em matérias-primas maduras como a soja e o sebo bovino. Até mesmo as empresas especializada na comercialização do óleo de mamona vêm vocalizando dúvidas em relação ao futuro dessa cultura.

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Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com