Nova alta apurada pela FAO encerra sequência de sete meses de queda nas cotações médias aproxima preços do patamar de um ano atrás
Num único mês as cotações médias dos 10 óleos vegetais mais negociados ao redor do mundo tiveram uma valorização superior a 8%. É o que constata a nova atualização do Índice FAO dos Preços dos Alimentos que foi publicada hoje (05). Isso fez com que os preços desta cesta de produtos revertessem praticamente toda a queda acumulada ao longo do último ano.
Ao longo dos últimos 12 meses, o mercado manteve tendência persistente de queda. As únicas exceções foram em julho passado, quando a Rússia se retirou de um acordo que permitia o escoamento da produção de girassol da Ucrânia pelo Mar Negro, e em novembro quando houve um aumento na demanda por óleo de palma durante a entressafra do produto.
Num único mês as cotações médias dos 10 óleos vegetais mais negociados ao redor do mundo tiveram uma valorização superior a 8%. É o que constata a nova atualização do Índice FAO dos Preços dos Alimentos que foi publicada hoje (05). Isso fez com que os preços desta cesta de produtos revertessem praticamente toda a queda acumulada ao longo do último ano.
De acordo com a métrica adotada pela FAO, os óleos vegetais encerraram o último mês cotados em 130,5 pontos. Essa é o maior patamar de preços desde março de 2023 quando o índice estava em 131,8 pontos.
Ao longo dos últimos 12 meses, o mercado manteve tendência persistente de queda. As únicas exceções foram em julho passado, quando a Rússia se retirou de um acordo que permitia o escoamento da produção de girassol da Ucrânia pelo Mar Negro, e em novembro quando houve um aumento na demanda por óleo de palma durante a entressafra do produto.
Alta movida a biocombustível
Segundo os técnicos da agência das Nações Unidas o principal fator para a alta dos óleos dessa vez veio do mercado de biocombustíveis com Estados Unidos e Brasil elevando o consumo de alternativas renováveis ao óleo diesel o que deu sustentação aos preços do óleo de soja em dois dos maiores produtores da commodity.
Março foi justamente o mês no qual a mistura de biodiesel avançou de 12% para 14%.
Além disso, também tivemos uma alta nas cotações internacionais do petróleo. Dados da Administração de Informação de Energia (EIA) o petróleo do tipo WTI que serve de referência para o mercado norte-americano avançou 5,2% e fechou o mês com cotação média de US$ 81,28 enquanto o barril do tipo Brent ficou em US$ 85,41 após alta de 2,3%.
Em ambos os casos, essas são as maiores cotações para o barril desde o último mês de outubro.
Somando esses dois fatores com a demanda aquecida no mercado alimentar, foram constatadas altas nos preços dos óleos de palma, soja, colza/canola e girassol – os quatro principais do mercado.
Embora tenha tido a subida mais marcante do mês, o indicador dos óleos vegetais não foi o único que apontou para cima. Carnes (1,7%), lácteos (2,9%) também tiveram valorização o que levou o Índice FAO a registra uma alta de 1,1%.
O movimento foi parcialmente contrabalançado pela queda nos mercado de cereais (-2,6%) e de açúcar (5,4%).
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com