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Óleos vegetais e se valorizaram 8% em março alavancados por biocombustíveis

Nova alta apurada pela FAO encerra sequência de sete meses de queda nas cotações médias aproxima preços do patamar de um ano atrás

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Num único mês as cotações médias dos 10 óleos vegetais mais negociados ao redor do mundo tiveram uma valorização superior a 8%. É o que constata a nova atualização do Índice FAO dos Preços dos Alimentos que foi publicada hoje (05). Isso fez com que os preços desta cesta de produtos revertessem praticamente toda a queda acumulada ao longo do último ano.

De acordo com a métrica adotada pela FAO, os óleos vegetais encerraram o último mês cotados em 130,5 pontos. Essa é o maior patamar de preços desde março de 2023 quando o índice estava em 131,8 pontos.

Ao longo dos últimos 12 meses, o mercado manteve tendência persistente de queda. As únicas exceções foram em julho passado, quando a Rússia se retirou de um acordo que permitia o escoamento da produção de girassol da Ucrânia pelo Mar Negro, e em novembro quando houve um aumento na demanda por óleo de palma durante a entressafra do produto.

Num único mês as cotações médias dos 10 óleos vegetais mais negociados ao redor do mundo tiveram uma valorização superior a 8%. É o que constata a nova atualização do Índice FAO dos Preços dos Alimentos que foi publicada hoje (05). Isso fez com que os preços desta cesta de produtos revertessem praticamente toda a queda acumulada ao longo do último ano.

De acordo com a métrica adotada pela FAO, os óleos vegetais encerraram o último mês cotados em 130,5 pontos. Essa é o maior patamar de preços desde março de 2023 quando o índice estava em 131,8 pontos.

Ao longo dos últimos 12 meses, o mercado manteve tendência persistente de queda. As únicas exceções foram em julho passado, quando a Rússia se retirou de um acordo que permitia o escoamento da produção de girassol da Ucrânia pelo Mar Negro, e em novembro quando houve um aumento na demanda por óleo de palma durante a entressafra do produto.

Alta movida a biocombustível

Segundo os técnicos da agência das Nações Unidas o principal fator para a alta dos óleos dessa vez veio do mercado de biocombustíveis com Estados Unidos e Brasil elevando o consumo de alternativas renováveis ao óleo diesel o que deu sustentação aos preços do óleo de soja em dois dos maiores produtores da commodity.

Março foi justamente o mês no qual a mistura de biodiesel avançou de 12% para 14%.

Além disso, também tivemos uma alta nas cotações internacionais do petróleo. Dados da Administração de Informação de Energia (EIA) o petróleo do tipo WTI que serve de referência para o mercado norte-americano avançou 5,2% e fechou o mês com cotação média de US$ 81,28 enquanto o barril do tipo Brent ficou em US$ 85,41 após alta de 2,3%.

Em ambos os casos, essas são as maiores cotações para o barril desde o último mês de outubro.

Somando esses dois fatores com a demanda aquecida no mercado alimentar, foram constatadas altas nos preços dos óleos de palma, soja, colza/canola e girassol – os quatro principais do mercado.
Embora tenha tido a subida mais marcante do mês, o indicador dos óleos vegetais não foi o único que apontou para cima. Carnes (1,7%), lácteos (2,9%) também tiveram valorização o que levou o Índice FAO a registra uma alta de 1,1%.

O movimento foi parcialmente contrabalançado pela queda nos mercado de cereais (-2,6%) e de açúcar (5,4%).

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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