BiodieselBR
Publicidade

Petroleira finlandesa fecha acordo para o desenvolvimento de microalgas

Neste Cellana_070613A petróleira finlandesa, Neste Oil, anunciou um acordo com a startup biotecnológica Cellana para a aquisição de volumes comerciais de óleo de microalgas.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Neste Cellana_070613
A petróleira finlandesa, Neste Oil, anunciou um acordo com a startup biotecnológica Cellana para a aquisição de volumes comerciais de óleo de microalgas.

Neste Cellana_070613
A gigante finlandesa do petróleo, Neste Oil, anunciou ontem (06) um acordo com a startup biotecnológica Cellana que prevê a aquisição de até US$ 100 milhões em óleos renováveis produzidos a partir do processamento de microalgas. O material seria utilizado na produção do NExBTL – um tipo de diesel renovável não muito diferente do biodiesel.

O processo desenvolvido pela Cellana prevê o cultivo de microalgas e seu processamento para a produção do que a companhia vem chamando de biobruto – uma espécie de substituto renovável do petróleo que pode ser transformado numa ampla variedade de produtos em refinarias convencionais. Além desse produto, a tecnologia desenvolvida pela empresa também contempla a produção integrada de ração animal e óleos alimentares ricos em Omega-3, tudo a partir da mesma planta industrial.

O contrato, entretanto, contém uma grande porém: ele é condicional. Ou seja, as compras só aconteceram caso Cellana consiga fazer sua tecnologia atingir escala indústria de produção. Um desafio que, até agora, nenhuma das empresas dedicadas à produção de microalgas conseguiu superar de fato. A expectativa é que, com esse contrato em mãos, a companhia tenha mais poder de fogo para atrair os investimentos de que precisa para chegar à capacidade produtiva necessária.

No momento, a Cellane tem uma planta de demonstração localizada no Havaí na qual já cultiva microalgas. Para chegar na escala de produção necessária para que o contrato com a Neste Oil seja cumprido, e a empresa recebam mais US$ 10 milhões em novos investimentos. No longo prazo, os planos são construir biorrefinarias que somem uma capacidade instalada de 100 mil toneladas de biomassa por ano.

“Queremos apoiar iniciativas de P&D na área de novas matérias-primas sustentáveis e aumentar a produção de óleo de algas que é uma das alternativas mais interessantes nessa área”, disse o vice-presidente sênior da Neste, Lars Peter Lindfors. “Esse acordo com a Cellana garante que teremos acesso à volumes comerciais de óleo de alga no futuro”, completa.

Retomada?
Em 2007, a Cellana – então chamada HR BioPetroleoum – tinha um acordo com a Shell que acabou sendo descontinuado em 2011 quando ao petroleira holandesa perdeu o interesse na parceria. A saída da Shell marcou um ponto de inflexão no entusiasmo que havia ao redor do potencial da tecnologia de microalgas.

Agora, as petroleiras parecem estar voltando a olhar com interesse para essa área. Há pouco mais de três semanas, a ExxonMobil renovou uma parceria iniciada em 2009 com a Synthetic Genomics para a realização de pesquisa básica e uso de ferramentas de engenharia genética na melhoria da produtividade de cepas de microalgas. Antes disso, a petroleira norte-americana Tesoro fechou um contrato com a Sapphire Energy.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Xconomy
Compartilhar:

Artigos relacionados