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Estudo indica balanço energético de algas próximo ao dos fósseis

Estudo microalgas_031013Estudo da Universidade de Virgínia sinaliza que o balanço energético dos biocombustíveis feitos com microalgas pode se aproximar dos combustíveis fósseis.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Estudo da Universidade de Virgínia sinaliza que o balanço energético dos biocombustíveis feitos com microalgas pode se aproximar dos combustíveis fósseis.

Resultados de um estudo da Universidade de Virgínia sinaliza que a aplicação concreta das microalgas para a produção de bioenergia pode ser mais viável do que se supunha. Os pesquisadores norte-americanos descobriram que biocombustível derivado de algas pode apresentar um Retorno de Investimento em Energia (EROI) muito próximo do combustível fóssil.

O EROI é um método usado para fazer o balanço energético de diversos processos envolvidos no processo produtivo. Basicamente eles medem quanta energia há no biocombustível acabado e subtraem toda a energia consumida em cada uma das etapas do processo de fabricação. A ideia é determinar se, no fim das contas, o investimento realmente fez sentido.

Hoje, a maioria dos biocombustíveis derivados de biomassa de algas tem um EROI entre 1 e 3 – o que significa que eles rendem de uma a três vezes a energia investida na sua produção. Contudo, o estudo apontou que existem pontos passível de melhoria significativa.

A grande façanha do estudo não está tanto nos resultados obtidos, muito embora sejam relevantes. Mas, sim, no fato de que os pesquisadores da Universidade de Virgínia foram os primeiros a analisar dados de produção reais. Eles observaram duas unidades produtivas, em escala piloto, de algas para biocombustíveis operadas pela Sapphire Energy, companhia norte-americana na área de biotecnologia, no Novo México. 

"Estes dados extraídos a partir da observação dessas instalações nos deu uma nova visão, permitindo entender como escala afetará os benefícios e os custos do uso das algas na produção de energia", disse o professor adjunto de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Virginia, Andres F. Clarens, principal autor do estudo.

O sistema avaliado pelos estudiosos recicla nutrientes, gerando economias. Além disso, o produto final pode ser misturado com os intermediários de refinaria para o refino de gasolina ou diesel, o que resulta em economias significativas de energia ao longo o processo.

Os pesquisadores afirmam ainda que o biocombustível à base de algas produzido por intermédio da liquefação hidrotermal (HTL) – o processo utilizado pela Shapire em suas instalações é um dos mais avançados para conversão de biomassa em bio-óleo – em escala comercial terá um EROI não só muito próximo do petróleo como três vezes maior que o etanol celulósico.

Além disso, biocombustíveis à base de algas podem reduzir o ciclo de vida de emissões de CO2 em até 70% quando comparado aos combustíveis à base de petróleo. 

O estudo completo (em inglês) pode ser acessado clicando aqui.

Cátia Franco - BiodieselBR.com
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