Pesquisadores da Universidade do Michigan chegaram a conclusão de que monocultura pode não ser a melhor estratégia na produção de microalgas.
Um bom bocado da pesquisa a respeito do uso de microalgas na produção de biocombustíveis tem focado na identificação – e otimização – de uma variedade superprodutiva. Acontece, para pesquisadores da Universidade do Michigan, essa pode ter sido a aposta errada o tempo todo. Segundo esses cientistas, há mais potencial na diversidade do que na monocultura.
Um bom bocado da pesquisa a respeito do uso de microalgas na produção de biocombustíveis tem focado na identificação – e otimização – de uma variedade superprodutiva. Acontece, para pesquisadores da Universidade do Michigan, essa pode ter sido a aposta errada o tempo todo. Segundo esses cientistas, há mais potencial na diversidade do que na monocultura.
O núcleo do problema é que quando cultivadas em lagoas abertas – o método mais barato que existe hoje para a produção biomassa de microalgas – as “plantações” ficam expostas a contaminantes. Um perigo que aumenta exponencialmente em situações de monocultura. Basta que um micróbio errado entre no sistema para que uma safra acabe completamente dizimada.
Um estudo de quatro anos conduzido pelo ecologista da Escola de Recursos Naturais e Ambiente da universidade norte-americana, Bradley Cardinale, demonstrou que é possível obter uma produtividade mais estável e, dessa forma, todo o sistema mais eficaz. “Essa é uma descoberta importante porque um de nossos maiores desafios para baratear os biocombustíveis de algas é aumentar a eficiência dos sistemas de lagoas prevenindo essas quebras de produção”, explica o cientista.
A pesquisa foi conduzida em 180 tanque de 10 litros cada contendo culturas de uma, duas, quatro ou seis espécies de algas verdes nativas da América do Norte. Os experimentos também testaram a capacidade dessas culturas de reciclar nutrientes presentes em águas residuais.
Além disso, monoculturas tendem a ser mais sensíveis ao reuso da mesma água e nutrientes reduzindo a produtividade ou apresentando quebra completa quando se tenta reciclar o mesmo material. Enquanto isso culturas mais diversificadas demonstraram alta tolerância nessas mesmas condições.
Preço
Cultivar um mix de algas, no entanto, vem com um preço: os sistemas diversificados são menos produtivos do que outros baseados na monocultura de variedades altamente produtivas. “Nossos resultados mostram que tem um balanço fundamental. Você pode cultivar apenas uma variedade de alta produtividade e conviver com alto risco, ou produzir menos com riscos muito menores ao diversificar”, explica Anita Narwani que também é uma das líderes do estudo. Ela acrescenta ainda que os resultados até agora indicam que a segunda opção é mais sustentável ao longo do tempo.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações EurekAlet!
Um bom bocado da pesquisa a respeito do uso de microalgas na produção de biocombustíveis tem focado na identificação – e otimização – de uma variedade superprodutiva. Acontece, para pesquisadores da Universidade do Michigan, essa pode ter sido a aposta errada o tempo todo. Segundo esses cientistas, há mais potencial na diversidade do que na monocultura.
O núcleo do problema é que quando cultivadas em lagoas abertas – o método mais barato que existe hoje para a produção biomassa de microalgas – as “plantações” ficam expostas a contaminantes. Um perigo que aumenta exponencialmente em situações de monocultura. Basta que um micróbio errado entre no sistema para que uma safra acabe completamente dizimada.
Um estudo de quatro anos conduzido pelo ecologista da Escola de Recursos Naturais e Ambiente da universidade norte-americana, Bradley Cardinale, demonstrou que é possível obter uma produtividade mais estável e, dessa forma, todo o sistema mais eficaz. “Essa é uma descoberta importante porque um de nossos maiores desafios para baratear os biocombustíveis de algas é aumentar a eficiência dos sistemas de lagoas prevenindo essas quebras de produção”, explica o cientista.
A pesquisa foi conduzida em 180 tanque de 10 litros cada contendo culturas de uma, duas, quatro ou seis espécies de algas verdes nativas da América do Norte. Os experimentos também testaram a capacidade dessas culturas de reciclar nutrientes presentes em águas residuais.
Além disso, monoculturas tendem a ser mais sensíveis ao reuso da mesma água e nutrientes reduzindo a produtividade ou apresentando quebra completa quando se tenta reciclar o mesmo material. Enquanto isso culturas mais diversificadas demonstraram alta tolerância nessas mesmas condições.
Preço
Cultivar um mix de algas, no entanto, vem com um preço: os sistemas diversificados são menos produtivos do que outros baseados na monocultura de variedades altamente produtivas. “Nossos resultados mostram que tem um balanço fundamental. Você pode cultivar apenas uma variedade de alta produtividade e conviver com alto risco, ou produzir menos com riscos muito menores ao diversificar”, explica Anita Narwani que também é uma das líderes do estudo. Ela acrescenta ainda que os resultados até agora indicam que a segunda opção é mais sustentável ao longo do tempo.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações EurekAlet!