

A União Europeia (UE) está cada vez mais perto de adotar restrições contra as exportações de biodiesel vindas da Indonésia e da Argentina.

A União Europeia (UE) está cada vez mais perto de adotar restrições contra o biodiesel indonésio e argentino. Desde o final de janeiro, os países do bloco começaram a registrar as importações de biodiesel puro (B100) vindas desses dois países, mas na quinta (11) a Comissão Europeia emitiu uma nova nota ampliando o registro. A partir de agora, os importadores também precisarão registrar misturas de biodiesel que entrem em território europeu.
Isso reforça a expectativa de que o bloco esteja mais perto de implementar tarifas sobre o biodiesel importado da Argentina e da Indonésia. Os registros seriam usados para que a cobrança seja realizada de forma retroativa.
Argentina e Indonésia são, nessa ordem, os dois maiores exportadores de biodiesel do mundo. Juntos, eles venderam à Europa 2,5 milhões de toneladas de biodiesel em 2011.
Em agosto, a Comissão Europeia abriu uma investigação contra a Argentina e a Indonésia. Os dois países são acusados de praticar dumping – vender um produto abaixo do preço de produção para eliminar a concorrência – no mercado de biodiesel. A acusação foi feita pelo Conselho Europeu do Biodiesel (EBB, na sigla em inglês), para quem a política tarifária adotada por ambos os países penaliza a exportação de óleos vegetais para incentivar a exportação do biodiesel acabado. Isso equivaleria a um subsídio.
De acordo com um comunicado da Comissão Europeia, existem evidências suficientes para afirmar que a adoção de tarifas diferenciadas está “causando danos difíceis de reparar à indústria da União [Europeia]”. “Essa abordagem efetivamente obriga os produtores de matérias-primas a venderem no Mercado doméstico, dessa forma os preços ficam deprimidos e os custos dos fabricantes de biodiesel são artificialmente reduzidos”, prossegue o texto publicado pela Comissão.
A EBB calcula que seria preciso taxar o biodiesel da Argentina entre 28,5% e 29,5% e o da Indonésia entre 35,5% e 37,5% para nivelar a competitividade nesse mercado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações EBB e Reuters