Volume fabricado pelo país asiático que adotou o B35 há cerca de um ano avançou cerca de 11,3% entre 2022 e 2023
Embora o Brasil tenha recuperado um pouco do terreno que havia perdido em 2022, a Indonésia segue muito a nossa frente em ternos de produção de biodiesel. Segundo os dados mais recentes da Associação dos Produtores de Biocombustível da Indonésia (Aprobi), o país asiático fabricou um total de 13,1 milhões de metros cúbicos (m³) de biodiesel ao longo do ano passado. Foi o sexto ano seguido de aumento na produção.
O volume é aproximadamente 11,3% superior ao que havia sido registrado um ano antes pelo país asiático.
Embora o Brasil tenha recuperado um pouco do terreno que havia perdido em 2022, a Indonésia segue muito a nossa frente em ternos de produção de biodiesel. Segundo os dados mais recentes da Associação dos Produtores de Biocombustível da Indonésia (Aprobi), o país asiático fabricou um total de 13,1 milhões de metros cúbicos (m³) de biodiesel ao longo do ano passado. Foi o sexto ano seguido de aumento na produção.
O volume é aproximadamente 11,3% superior ao que havia sido registrado um ano antes pelo país asiático.
Embora este seja um nível robusto de crescimento, poderia ter sido melhor. Ele fica abaixo dos 15% que seriam esperados se a única variável tivesse sido a adoção do B35 que foi determinada por Jacarta a partir de fevereiro passado. O processo de implantação da nova mistura pelos distribuidores, contudo, foi bastante morosa o que levou o governo indonésio a reforçar a fiscalização do mercado em agosto.
Embora já tenha o maior percentual de adição de biodiesel no óleo diesel em todo o mundo, para a Indonésia o B35 é apenas um passo intermediário. Desde meados de 2022, o país vem desenvolvendo testes para validar o uso do B40.
Disputa pelo topo
Apesar da expansão, a Indonésia deve deixar de ser o maior produtor de alternativas renováveis ao óleo diesel do mundo que havia conquistado no ano passado. A coroa deverá voltar aos Estados Unidos.
Mesmo sem os dados completos – os números mais recentes são de outubro – os fabricantes norte-americanos produziram mais de 13,3 milhões de m³ de biodiesel e de diesel verde ao longo do ano passado. Na parcial a produção estava em 5,39 milhões de m³ de biodiesel e 7,95 milhões de m³ de diesel verde.
Já o Brasil ocupa um distante terceiro lugar com 7,52 milhões de m³ fabricados. Graças ao B12 e ao mercado de óleo diesel aquecido, o país voltou a se aproximar dos líderes reduzindo a vantagem de 88% para menos 75% em apenas um ano.
Até 2017, o Brasil era – de forma consistente – o vice-líder o mercado global de biodiesel. Perdendo apenas para os Estados Unidos.
Palma
Turbinar o mercado interno de biodiesel é uma forma da Indonésia dar sustentação a sua produção de óleos. O país é – de longe – o maior produtor do mundo desse tipo de produto.
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que na última temporada – 2022/23 –, a Indonésia foi responsável por quase um quatro da produção mundial. Foram 52,1 e um total de 217,2 milhões de toneladas.
A projeção para este ano é de uma produção de 53,2 milhões de toneladas.
É uma estratégia calcada principalmente na aceleração do mercado interno. Em 2023, as vendas domésticas representaram 98,5% da demanda das usinas indonésias com mais de 12,2 milhões de m³. Já as exportações ficaram abaixo de 188 mil m³.
Nos primeiros anos da década passada, a relação era inversa com o mercado exportador representando a maior fatia da demanda. A situação mudou depois que a União Europeia passou a cobrar tarifas antidumping contra o biodiesel da Indonésia.
No começo de dezembro, a Organização Mundial do Comércio (OMC) concordou com um pedido feito pelo governo indonésio e abriu um painel para arbitrar a disputa com o bloco europeu. Alguns anos antes, a Argentina teve sucesso com essa mesma estratégia.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com