Projeções mais conservadoras a respeito o consumo de diesel do país asiático tem levado Jakarta a considerar reduzir sua meta de consumo de biodiesel em cerca de 700 mil m³
O governo da Indonésia está considerando reduzir sua meta de consumo de biodiesel dos atuais 9,2 para 8,5 milhões de m³. O corte de 700 mil m³ seria necessário em função de projeções cautelosas a respeito da demanda de diesel fóssil no país asiático. Apesar do corte, a mistura obrigatória será mantida em 30%.
Em abril, a Indonésia já havia confirmado o adiamento do plano de elevar a mistura para 40%.
O corte mais recente ainda é reflexo do impacto da pandemia do coronavírus sobre a demanda de combustíveis.
O governo da Indonésia está considerando reduzir sua meta de consumo de biodiesel dos atuais 9,2 para 8,5 milhões de m³. O corte de 700 mil m³ seria necessário em função de projeções cautelosas a respeito da demanda de diesel fóssil no país asiático. Apesar do corte, a mistura obrigatória será mantida em 30%.
Em abril, a Indonésia já havia confirmado o adiamento do plano de elevar a mistura para 40%.
O corte mais recente ainda é reflexo do impacto da pandemia do coronavírus sobre a demanda de combustíveis.
Dificuldades
O governo de Jakarta vinha tendo dificuldades para encontrar formas de continuar financiando seu programa de biodiesel. Sem mudanças na meta de consumo de biodiesel, a estimativa é que ela gere um déficit de US$ 865 milhões – cerca de R$ 4,41 bilhões pela cotação de hoje.
O país subsidia a produção de biocombustível por meio de um fundo abastecido com recursos gerados pela exportação de óleo de palma e variam entre US$ 55 até US$ 255 por tonelada dependendo do preço de mercado do produto.
A Indonésia é o maior produtor e exportador global de óleo de palma.
Segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na temporada agrícola 2019/20, a produção indonésia de óleo de palma chegou a 42,5 milhões de toneladas. Isso representa 58% da produção mundial da commodity.
A alta nos preços do óleo de palma, contudo, vem pressionando os recursos do fundo. Segundo a Associação dos Produtores de Biocombustíveis da Indonésia (Aprobi, na sigla original) a diferença no preço médio do biodiesel de óleo de palma e o combustível fóssil aumentou de US$ 100 no ano passado para cerca de US$ 400 esse ano. Para cobrir a diferença o governo da Indonésia teria que aumentar a taxa cobrada sobre as exportações de óleo de palma.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com