Reabertura do mercado europeu puxou o volume de produção das usinas da Argentina em mais de 5,1%
Embora ainda esteja bem longe de seus melhores dias, a indústria de biodiesel da Argentina está dando sinas de recuperação. De acordo com os dados mais recentes divulgados pela Secretaria de Governo de Energia do governo do país vizinho, a produção das usinas somou 486,1 mil m³ no segundo trimestre de 2021. Trata-se de uma alta de 72,7% sobre o montante que havia sido contabilizado entre abril e junho do ano passado.
No 2T de 2020, a produção argentina somou apenas em 281,3 mil m³ de biodiesel. Foi o menor resultado para o período desde 2008 quando as medições começaram.
Embora ainda esteja bem longe de seus melhores dias, a indústria de biodiesel da Argentina está dando sinas de recuperação. De acordo com os dados mais recentes divulgados pela Secretaria de Governo de Energia do governo do país vizinho, a produção das usinas somou 486,1 mil m³ no segundo trimestre de 2021. Trata-se de uma alta de 72,7% sobre o montante que havia sido contabilizado entre abril e junho do ano passado.
Embora pareça animador à primeira vista, esse resultado ainda está muito abaixo dos números que o setor costumava apresentar. Até 2019, a produção média as usinas da Argentina em um 2T girava na casa dos 616.5 mil m³. A situação do setor desandou de vez no ano passado, graças aos efeitos da pandemia do coronavírus e à ao virtual desaparecimento do mercado de exportação.
No 2T de 2020, a produção argentina somou apenas em 281,3 mil m³ de biodiesel. Foi o menor resultado para o período desde 2008 quando as medições começaram.
No somatório do ano, as usinas argentinas fabricaram um pouco menos que 835,8 mil m³. Esse volume representa uma alta de modestos 5,1% sobre a desempenho do setor na primeira metade do ano passado. Apesar da melhora, a produção semestral ainda está quase 31% abaixo dos níveis pré-pandêmicos.
Volta da exportação
O que ajudou a empurrar os resultados para cima foi a volta da demanda internacional pelo biodiesel argentino. Até agora, as exportações já somaram 634,3 mil m³ – 293,2 mil m³ no 1T e 341,1 mil m³ no 2T – o que presenta um crescimento de 116% sobre o ano anterior. E, nesse caso, o número mais recente supera até mesmo o resultado da primeira metade de 2019.
O volume exportado compensou a queda nas vendas de biodiesel no mercado interno. Entre janeiro e junho, demanda doméstica somou 193,4 mil m³ de biocombustível. É menos da metade dos 442,9 mil m³ que foram consumidos na primeira metade de 2020.
E a tendência é de uma queda bastante acentuada. No começo do mês passado, o parlamento argentino aprovou um novo marco regulatório para os biocombustíveis que cortou pela metade a meta de adição de biodiesel ao óleo diesel fóssil – de 10% para 5%.
Reabertura
No segmento de exportações, pelo menos 530,9 mil m³ tiveram como destino a União Europeia (UE). O número final pode ser maior, a planilha publicada pelo governo argentino que detalha as exportações de biodiesel indica um volume um pouco inferior.
A Holanda foi o principal destino. Mais de 478,2 mil m³ de biodiesel fabricado na Argentina foi desembarcado nos portos holandeses.
As usinas argentinas faturaram aproximadamente US$ 519,3 milhões com os negócios que já foram reportados.
A volta da demanda europeia é um desenvolvimento positivo para a indústria. O mercado europeu foi reaberto às exportações de biodiesel da Argentina graças a um acordo firmado em fevereiro de 2019 e que enterrou de vez a ameaça de que Bruxelas retomasse a cobrança de tarifas antidumping que haviam sido impostas em 2013.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com