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Argentina enfrenta risco de desabastecimento de biodiesel

argentina desabastecimento_260213Os pequenos e médios fabricantes de biodiesel não estão satisfeitos com a política argentina para biodiesel.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
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Os pequenos e médios fabricantes de biodiesel não estão satisfeitos com a política argentina para biodiesel.

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Os pequenos e médios fabricantes de biodiesel da Argentina estão ameaçando suspender as vendas do combustível renovável às petrolíferas a partir do começo de março caso o governo do país vizinho não aumente o valor pago pelo produto. A última vez que a Casa Rosada atualizou as cotações do biodiesel para o mercado interno foi em dezembro.

Esse congelamento de preços contradiz a promessa que o governo de Buenos Aires havia feito aos fabricantes em meados de novembro passado. Na ocasião foi anunciada a criação de faixas diferenciadas de preços para as usinas de pequeno e médio portes e firmado o compromisso de que os valores passariam a ser atualizados a cada quinzena. Contundo, desde que o anúncio foi feito os preços permaneceram congelados em 5.222 pesos por tonelada de biodiesel para usinas com capacidade produtiva de até 20 mil toneladas por ano; 5.014 pesos para as que estão entre 20 mil e 100 mil toneladas ano de capacidade; e 4.401 pesos para todas as demais.

"Em novembro nos deram mais ou menos o que havíamos pedido, mas há quase um mês e meio estamos vendendo sem preço", disse o presidente da Câmara de Negócios de Pequenas e Médias Empresas de Energia e Biocombustíveis (Cepeb), Carlos Paredes, ao jornal La Nación. "Estamos no limite, e as empresas mais distantes estão perdendo dinheiro", disse.

As usinas de menor porte somam quase 40% da oferta de biodiesel no mercado interno e dizem que não dá mais para manter a produção com os preços atuais. Os empresários calculam que seria necessário aumentar o valor pago para 5.400 pesos por tonelada para cobrir adequadamente os custos de produção.

A definição dos valores é de responsabilidade da Unidade Executiva Interdisciplinar de Monitoramento. O órgão reúne os ministérios da Economia, Indústria, Planejamento e Comércio Interior e deveria determinar novos preços para o biodiesel a cada 15 dias com base em relatórios sobre os custos de produção e as margens encaminhados pelas próprias indústrias. Paredes diz os relatórios têm sido enviados e, mesmo assim, nada tem acontecido. Segundo a imprensa do país vizinho, o que tem travado o processo é a falta de acordo entre integrantes do grupo governamental sobre a formação de preços.

Crise
A decisão de criar faixas de preço diferenciadas no mercado da Argentina foi tomada para tentar reverter a crise do setor deflagrada depois de uma série de mudanças de rumo na política para o setor de biodiesel – em agosto as alíquotas cobradas na exportação foram aumentadas e os preços pagos do mercado interno foram reduzidos.

O país vizinho usa B7.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Fontes La Nación, Suplemento Campo
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