
Alemanha irá testar o projeto para testar um combustível cuja composição teria uma proporção de conteúdo renovável superior à apresentada pelas misturas diesel convencionais.
No início do mês, o ministro dos Transportes da Alemanha, Peter Ramsauer, lançou projeto para testar um combustível cuja composição teria uma proporção de conteúdo renovável superior à apresentada pelas misturas diesel convencionais.
Sob a alcunha de Diesel R33, a mistura contém 67% de diesel fóssil, 7% de biodiesel obtido a partir de óleo de cozinha e 26% de NExBTL, uma espécie de diesel renovável fabricado pela multinacional finlandesa Neste Oil.
A iniciativa do governo alemão consiste em testar o Diesel R33 em cerca de 280 diferentes tipos de veículos (ônibus, carros e caminhões) durante um ano. O objetivo é aferir o desempenho da mistura, principalmente no que concerne à capacidade de reduzir as emissões.
A participação na empreitada alemã é uma estratégia da Neste para consolidar seu produto no mercado. Concorrente do biodiesel, o NExBTL possui uma composição química idêntica ao diesel fóssil, o que, segundo a empresa, o torna um produto drop-in – cujo consumo dispensa modificações nos motores.
Outro diferencial é a tecnologia empregada na produção do NExBTL. Obtido por um processo de hidrogenação catalítica do óleo vegetal, o diesel renovável da Neste Oil não deixa resíduo de glicerina e também remove o oxigênio do óleo. Por isso, o diesel obtido não é oxigenado como o biodiesel transesterificado.
Biodiesel de palha
A multinacional finlandesa, que afirma dispor de tecnologia capaz de produzir biocombustível a partir de várias matérias-primas, também está tentando produzir biodiesel usando como matérias-primas palha e resíduos.
“Nossa tecnologia pode processar mais de 10 materiais como óleo vegetal, gordura de peixe processado e gordura animal”, assegura Matti Lehmus, vice-presidente executivo de petróleo e energias renováveis da Neste. Lehmus observa que a empresa foi a primeira a implementar na Europa uma planta piloto para fazer diesel renovável a partir de resíduos agrícolas e florestais.
A produção de biocombustíveis a partir de culturas alimentares como milho tem sido apontada como uma das grandes responsáveis pela alta nos preços dos alimentos e consequente escassez. Por isso, iniciativas como a alavancada pela Neste Oil chamam atenção do mercado.
A empresa mostra também estar atenta à movimentação dos governos para promover o uso de energias renováveis. O estabelecimento de novas metas para o Renewable Fuel Standard (RFS) – padrão norte-americano para combustíveis renováveis - e a projeção para que, até 2020, 10% combustível consumido no transporte europeu seja de origem renovável sinalizam o crescimento de políticas favoráveis à ampliação do uso de biocombustíveis.
"A legislação cria o quadro que define a demanda", disse Lehmus. "Os biocombustíveis ainda são mais caros que os combustíveis fósseis. Sendo assim, sem qualquer enquadramento legislativo a demanda seria muito menor."
Com cerca de 1,5 bilhões de euros já investidos na construção de quatro usinas de produção de diesel renovável, a Neste Oil tem uma perspectiva de faturamento para 2013 de mais de 120 milhões de euros em biocombustíveis.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
No início do mês, o ministro dos Transportes da Alemanha, Peter Ramsauer, lançou projeto para testar um combustível cuja composição teria uma proporção de conteúdo renovável superior à apresentada pelas misturas diesel convencionais.
Sob a alcunha de Diesel R33, a mistura contém 67% de diesel fóssil, 7% de biodiesel obtido a partir de óleo de cozinha e 26% de NExBTL, uma espécie de diesel renovável fabricado pela multinacional finlandesa Neste Oil.
A iniciativa do governo alemão consiste em testar o Diesel R33 em cerca de 280 diferentes tipos de veículos (ônibus, carros e caminhões) durante um ano. O objetivo é aferir o desempenho da mistura, principalmente no que concerne à capacidade de reduzir as emissões.
A participação na empreitada alemã é uma estratégia da Neste para consolidar seu produto no mercado. Concorrente do biodiesel, o NExBTL possui uma composição química idêntica ao diesel fóssil, o que, segundo a empresa, o torna um produto drop-in – cujo consumo dispensa modificações nos motores.
Outro diferencial é a tecnologia empregada na produção do NExBTL. Obtido por um processo de hidrogenação catalítica do óleo vegetal, o diesel renovável da Neste Oil não deixa resíduo de glicerina e também remove o oxigênio do óleo. Por isso, o diesel obtido não é oxigenado como o biodiesel transesterificado.
Biodiesel de palha
A multinacional finlandesa, que afirma dispor de tecnologia capaz de produzir biocombustível a partir de várias matérias-primas, também está tentando produzir biodiesel usando como matérias-primas palha e resíduos.
“Nossa tecnologia pode processar mais de 10 materiais como óleo vegetal, gordura de peixe processado e gordura animal”, assegura Matti Lehmus, vice-presidente executivo de petróleo e energias renováveis da Neste. Lehmus observa que a empresa foi a primeira a implementar na Europa uma planta piloto para fazer diesel renovável a partir de resíduos agrícolas e florestais.
A produção de biocombustíveis a partir de culturas alimentares como milho tem sido apontada como uma das grandes responsáveis pela alta nos preços dos alimentos e consequente escassez. Por isso, iniciativas como a alavancada pela Neste Oil chamam atenção do mercado.
A empresa mostra também estar atenta à movimentação dos governos para promover o uso de energias renováveis. O estabelecimento de novas metas para o Renewable Fuel Standard (RFS) – padrão norte-americano para combustíveis renováveis - e a projeção para que, até 2020, 10% combustível consumido no transporte europeu seja de origem renovável sinalizam o crescimento de políticas favoráveis à ampliação do uso de biocombustíveis.
"A legislação cria o quadro que define a demanda", disse Lehmus. "Os biocombustíveis ainda são mais caros que os combustíveis fósseis. Sendo assim, sem qualquer enquadramento legislativo a demanda seria muito menor."
Com cerca de 1,5 bilhões de euros já investidos na construção de quatro usinas de produção de diesel renovável, a Neste Oil tem uma perspectiva de faturamento para 2013 de mais de 120 milhões de euros em biocombustíveis.
Cátia Franco – BiodieselBR.com