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[CBBR 2018] Fabricantes do Sul cobram isonomia

Para o diretor executivo da Bianchini, há disparidades no tratamento entre as usinas de biodiesel da região Sul e do restante do país

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Para terem acesso ao Selo Combustível Social e as vantagens que ele assegura nos leilões de biodiesel, as usinas de biodiesel têm que comprar uma parte de suas matérias-primas de produtores familiares. As usinas instaladas nos estados da Região Sul, no entanto, reclamam de precisarem fazer um esforço a mais do que suas competidoras. É sobre isso que o diretor executivo a Bianchini e vice-presidente do Sindibio-RS, Antin Bianchini, falará em sua palestra durante a Conferência BiodieselBR 2018.

Para terem acesso ao Selo Combustível Social e as vantagens que ele assegura nos leilões de biodiesel, as usinas de biodiesel têm que comprar uma parte de suas matérias-primas de produtores familiares. As usinas instaladas nos estados da Região Sul, no entanto, reclamam de precisarem fazer um esforço a mais do que suas competidoras. É sobre isso que o diretor executivo a Bianchini e vice-presidente do Sindibio-RS, Antin Bianchini, falará em sua palestra durante a Conferência BiodieselBR 2018.

“O que acontece é que temos uma disparidade muito grande frente às demais regiões”, reclama o executivo. Segundo as regras definidas pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) na Portaria 515 de agosto de 2018, as usinas que compram sua matéria-prima na Região Sul têm que reservar pelo menos 40% de seu orçamento para a produção familiar.

No Nordeste, Sudeste e Semiárido, a exigência cai para 30% e chega a 15% no Centro-Oeste e Norte.

Além disso, os produtores do Sul não contam com multiplicadores disponíveis em outras regiões. “Usinas instaladas no Sudeste ou no Centro-Oeste que originem sua matéria-prima em estados de suas próprias regiões têm um multiplicador de 1,5. Isso quer dizer que cada real gasto com aquisições da agricultura familiar conta como se fosse R$ 1,50”, reclama. “Está faltando isonomia”, completa.

Só em 2016 – dado mais recente da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) – isso garantiu que os pequenos produtores rurais venderam 3,32 milhões de toneladas de matérias-primas para o setor embolsando um pouco mais de R$ 4,27 bilhões.

Desequilíbrio

“Temos também o problema de que a Região Sul tem a soja mais cara do país”, prossegue.

Isso, segundo Antin, obriga as 14 unidades produtivas instaladas nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul a lidarem com dois fatores de desequilíbrio. “Um tem origem no próprio mercado e temos que conviver, mas o outro é derivado de uma regra governamental”, aponta Antin. “Nossa luta é pela busca dessa isonomia”, encerra.

Antin Bianchini apresentará a palestra “A demanda pela soja familiar do Sul e o impacto na indústria gaúcha” marcada para o dia 06 de novembro. Saiba mais sobre a programação da Conferência BiodieselBR clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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