O interesse da União Européia (UE) em incrementar o uso de fontes renováveis de energia reforça ainda mais o potencial das vendas externas brasileiras de combustíveis e lubrificantes para o bloco econômico. A intenção da Comissão Européia recai, sobretudo, no uso do etanol, cuja adição à gasolina nos países membros deve, até 2010, sair dos atuais 2% para 5,75%. A UE demonstrou interesse também em avaliar a experiência brasileira na produção de biodiesel.
Conforme informações de fontes ligadas à Comissão de Relações Comerciais com o Brasil, a decisão da UE em aumentar a mistura do etanol à gasolina incrementaria em mais de oito milhões de toneladas o consumo do álcool na região. O volume adicional praticamente mais do que duplicaria a utilização do biocombustível nos países membros.
De janeiro a setembro deste ano, o total da exportações brasileiras de combustíveis e lubrificantes foi de US$ 8,17 bilhões, sendo US$ 1,3 bilhão só para a UE. A medida a ser adotada pelo bloco econômico abre portas principalmente para o Nordeste brasileiro, forte produtor da cana-de-açúcar, matéria-prima para o etanol, e ainda do próprio combustível. A região responde por 15% da produção nacional de álcool.
Em comunicado à imprensa, na última terça-feira, o Comitê de Indústria e Energia do Parlamento Europeu, em Bruxelas, disse que pretende reduzir a emissão de dióxido de carbono e aumentar também o uso de fontes renováveis de energia. A proposta do Comitê pede ao Conselho e à Comissão Européia a criação de estratégias no uso de energias alternativas em transportes, a redução da dependência do petróleo e a introdução gradual de energia limpa.
Porém, a Comissão de Relações Comerciais com o Brasil não esconde que a UE pretende, também, ter sua própria produção de biocombustíveis. No sentido de ajudar a diversificar a matriz energética européia, o Comitê diz que a UE precisa estabelecer uma política de longo prazo, determinando metas setoriais para a utilização de energias renováveis em torno de 25% em energias primárias ate 2020 e um plano para alcançar 50% ate 2040. (ADJ)
Conforme informações de fontes ligadas à Comissão de Relações Comerciais com o Brasil, a decisão da UE em aumentar a mistura do etanol à gasolina incrementaria em mais de oito milhões de toneladas o consumo do álcool na região. O volume adicional praticamente mais do que duplicaria a utilização do biocombustível nos países membros.
De janeiro a setembro deste ano, o total da exportações brasileiras de combustíveis e lubrificantes foi de US$ 8,17 bilhões, sendo US$ 1,3 bilhão só para a UE. A medida a ser adotada pelo bloco econômico abre portas principalmente para o Nordeste brasileiro, forte produtor da cana-de-açúcar, matéria-prima para o etanol, e ainda do próprio combustível. A região responde por 15% da produção nacional de álcool.
Em comunicado à imprensa, na última terça-feira, o Comitê de Indústria e Energia do Parlamento Europeu, em Bruxelas, disse que pretende reduzir a emissão de dióxido de carbono e aumentar também o uso de fontes renováveis de energia. A proposta do Comitê pede ao Conselho e à Comissão Européia a criação de estratégias no uso de energias alternativas em transportes, a redução da dependência do petróleo e a introdução gradual de energia limpa.
Porém, a Comissão de Relações Comerciais com o Brasil não esconde que a UE pretende, também, ter sua própria produção de biocombustíveis. No sentido de ajudar a diversificar a matriz energética européia, o Comitê diz que a UE precisa estabelecer uma política de longo prazo, determinando metas setoriais para a utilização de energias renováveis em torno de 25% em energias primárias ate 2020 e um plano para alcançar 50% ate 2040. (ADJ)