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Nomeado o chefe-geral da nova unidade Embrapa Agroenergia

"Agora temos que mostrar competência também para a agricultura de energia."
Assessoria 4 min de leitura
O pesquisador Frederico Ozanan Machado Durães foi definido pela Diretoria Executiva da Embrapa para ocupar o cargo de Chefe-geral da Embrapa Agroenergia, o mais novo centro de pesquisa da Embrapa. Cinco candidatos participaram do processo de seleção, que incluiu análise dos currículos e entrevistas com a Diretoria.

Também foram definidas duas das três chefias-adjuntas: na Comunicação e Negócios, pesquisador José Eurípedes da Silva e na Administrativa, a analista Maria do Carmo de Morais Matias. A chefia-adjunta de Pesquisa & Desenvolvimento será indicada pela Diretoria nas próximas semanas.

“Estou tomado por um sentimento de responsabilidade muito grande. Esse será um dos maiores desafios da minha vida. A competência na produção de alimentos foi uma marca impressa pelos pioneiros que criaram a Embrapa e por todos os que seguiram depois esse sonho coletivo de construção da nossa Empresa. Agora temos que mostrar competência também para a agricultura de energia. Esse é um tema que está turbilhando na mídia e a sociedade vai exigir da Embrapa um papel de liderança e de sinalização. A Embrapa Agroenergia será uma instituição técnica, com uma missão bem desenvolvida: a de sinalizar diretrizes para o desenvolvimento e o sucesso da agronergia no Brasil”, afirmou o novo chefe da Embrapa.

Mineiro de Curvelo, Ozanan está lotado na Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG). É agrônomo formado na Universidade de Viçosa, onde também concluiu mestrado em Extensão Rural, com doutorado em Ecofisiologia de Culturas na Escola Superior de Agronomia ``Luiz de Queiroz`` (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). Também fez especialização em manejo e explotação de seringueira, na Faculdade de Ciências Agrárias do Pará; e pós-doutorado em Fisiologia da Colheita/ Relação Solo-Água-Planta e Estresse Abiótico na Universidade de Nebraska (USDA-ARS).

Já coordenou inúmeros programas na Embrapa e também junto ao Prodetab e ao Generation Challenger Program/CIMMYT. A mais recente contribuição de Ozanan tem sido no estudo de mecanismos e no desenvolvimento de materiais, especialmente de cereais, para o programa de melhoramento genético de tolerância à seca, com vistas ao sequenciamento genético desses cereais.

A chamada de interessados para seleção da Chefia-Geral do novo centro foi lançada no dia 16 de outubro pela Diretoria Executiva, a partir de autorização do Conselho de Administração (Consad) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “Foi uma autorização de caráter excepcional, devido à necessidade de implantação imediata da Embrapa Agroenergia, face aos compromissos já assumidos com o Governo Federal e a sociedade na área de energia. E não estamos escolhendo somente uma chefia. Estamos definindo uma equipe de propósito, que terá uma articulação direta com a Diretoria Executiva”, explicou Silvio Crestana, diretor-presidente.

Alguns requisitos mínimos foram necessários para a seleção: ser empregado da Embrapa, possuir doutorado, contar com experiência mínima de dez anos em atividades de Ciência e Tecnologia relacionadas ao setor agropecuário, agroindustrial, agroflorestal, agroenergia ou de desenvolvimento rural. Os candidatos precisariam, ainda, ter facilidade de comunicação, aptidão para negociação, articulação, liderança, capacidade de persuasão, argumentação lógica, conhecimento da estrutura e do funcionamento da Embrapa e do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA).

Desafios
O candidato escolhido exercerá as funções por um período de dois anos. Segundo Crestana, Frederico Ozanan deverá estar preparado para sete desafios importantes. Os dois primeiros: implantar a Embrapa Agroenergia e montar a equipe de trabalho da Unidade. “Também ficará responsável por implantar o Programa Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Agroenergia. Deverá ainda integrar a rede de pesquisa com as Unidades Descentralizadas e o SNPA e atuar em conjunto com esse Sistema no fortalecimentode instituições parceiras”, complementa o diretor-presidente. Outro desafio será interagir com instituições e organismos locais e internacionais para identificar demandas concretas, discutir programas conjuntos e alavancar o necessário suporte para sua implementação. E, por último, negociar parcerias com as diversas Unidades Centrais e Descentralizadas e com outras instituições e organismos, públicos e privados, nacionais e internacionais.
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