Os mercados agrícolas devem ter sustentação no longo prazo devido ao aumento da demanda pelos setores de alimentos e de biocombustíveis, que criaram uma grande convergência entre os preços dos grãos e do petróleo, relatou o banco de investimentos Goldman Sachs em um informe nesta terça-feira.
"A recente alta dos preços agrícolas não é um pico transitório, mas talvez represente o começo de um aumento estrutural de preços", segundo o Goldman.
"Uma combinação de alimento, ração e combustível mudou a tendência para cima e aumentou a demanda por produtos agrícolas", informou o banco, acrescentando que maiores produtividades, apenas, não poderiam atender à maior busca por grãos, e a área cultivada teria que aumentar.
Segundo o Goldman Sachs, os preços no mercado "spot" dos principais produtos devem se manter no maior patamar do intervalo de negociação, refletindo elevação de custos e o cultivo em fronteiras agrícolas, bem como um aumento na arbitragem entre os mercados de energia e de produtos agrícolas.
MILHO, SOJA E AÇÚCAR
O relatório acrescentou que os preços do milho estão "substancialmente distorcidos para cima", com a crescente demanda por etanol.
O Goldman estabeleceu previsões de preços para o contrato spot na bolsa de Chicago em 4,25 dólares por bushel, em um período de três meses, 4,50 dólares (seis meses) e 4,75 dólares por bushel em 12 meses.
O contrato maio fechou em 3,9250 dólares por bushel na terça-feira.
Os fundamentos da soja também apontam para um cenário altista no médio e longo prazo, com os fazendeiros realizando rotação de cultura para o milho, e pelo aumento da demanda por biodiesel na Europa superando a oferta de óleo de colza. Isso deverá exigir mais importações de óleo de soja pelos europeus.
Segundo o Goldman, os preços do açúcar também ficariam suportados pelo maior custo de oportunidade da terra e pela ligação com os mercados de energia.
"Reduzidos estoques fora da União Européia e um substancial uso de cana para a produção de etanol no Brasil vão proporcionar fundamentos relativamente firmes no longo prazo", informou o banco.
A reforma do açúcar na UE e a redução dos preços vão levar os produtores com maiores custos a deixarem o mercado, fazendo com que a UE passe de um exportador líquido para um pequeno importador líquido.
Os preços do trigo também poderiam ganhar sustentação da alta do milho no curto prazo, mas em um período longo o panorama é mais neutro.
E os maiores custos da ração vão elevar os preços das carnes, cuja demanda também está aumentando devido ao crescimento das economias de países emergentes.
"A recente alta dos preços agrícolas não é um pico transitório, mas talvez represente o começo de um aumento estrutural de preços", segundo o Goldman.
"Uma combinação de alimento, ração e combustível mudou a tendência para cima e aumentou a demanda por produtos agrícolas", informou o banco, acrescentando que maiores produtividades, apenas, não poderiam atender à maior busca por grãos, e a área cultivada teria que aumentar.
Segundo o Goldman Sachs, os preços no mercado "spot" dos principais produtos devem se manter no maior patamar do intervalo de negociação, refletindo elevação de custos e o cultivo em fronteiras agrícolas, bem como um aumento na arbitragem entre os mercados de energia e de produtos agrícolas.
MILHO, SOJA E AÇÚCAR
O relatório acrescentou que os preços do milho estão "substancialmente distorcidos para cima", com a crescente demanda por etanol.
O Goldman estabeleceu previsões de preços para o contrato spot na bolsa de Chicago em 4,25 dólares por bushel, em um período de três meses, 4,50 dólares (seis meses) e 4,75 dólares por bushel em 12 meses.
O contrato maio fechou em 3,9250 dólares por bushel na terça-feira.
Os fundamentos da soja também apontam para um cenário altista no médio e longo prazo, com os fazendeiros realizando rotação de cultura para o milho, e pelo aumento da demanda por biodiesel na Europa superando a oferta de óleo de colza. Isso deverá exigir mais importações de óleo de soja pelos europeus.
Segundo o Goldman, os preços do açúcar também ficariam suportados pelo maior custo de oportunidade da terra e pela ligação com os mercados de energia.
"Reduzidos estoques fora da União Européia e um substancial uso de cana para a produção de etanol no Brasil vão proporcionar fundamentos relativamente firmes no longo prazo", informou o banco.
A reforma do açúcar na UE e a redução dos preços vão levar os produtores com maiores custos a deixarem o mercado, fazendo com que a UE passe de um exportador líquido para um pequeno importador líquido.
Os preços do trigo também poderiam ganhar sustentação da alta do milho no curto prazo, mas em um período longo o panorama é mais neutro.
E os maiores custos da ração vão elevar os preços das carnes, cuja demanda também está aumentando devido ao crescimento das economias de países emergentes.
Tags
Alimento