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Pólo acerta com franceses seminário sobre agroenergia

O grupo veio para encontrar pessoas e instituições que participarão de um evento na área de biocombustíveis.
Jornal de Piracicaba 3 min de leitura
O grupo veio para encontrar pessoas e instituições que participarão de um evento na área de biocombustíveis.

No intuito trazer para Piracicaba um seminário internacional no final deste ano, que vai tratar de bioenergia, fermentação e biomassa, o Pólo Nacional de Biocombustíveis, sediado na Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), recebeu ontem uma comitiva de franceses especialistas na área de bioenergia. A comitiva busca parceiros para amarrar a participação brasileiras no evento, que ainda não tem local definido. Durante a reunião, os presentes trataram do desenvolvimento de diversos tipos de biocombustíveis em seu país e ouviram com muita atenção a apresentação realizada pelo pólo.
Conforme a coordenadora de projetos do pólo, Catarina Pezzo, o grupo veio para uma missão de prospecção, que visa encontrar pessoas e instituições que participarão de um evento sobre parcerias entre Brasil e França na área de biocombustíveis”, explica.

Na frança, 57% da produção de biocombustíveis é proveniente do cultivo de beterraba e a metade do país utiliza tais “energias limpas” para abastecer ônibus e caminhões, sendo que, ao petróleo, são adicionados 15% de etanol e, ao diesel, 5% de biodiesel.

Conforme a apresentação feita pela comitiva visitante, integrada por técnicos da IAR (Industries and Agro-Resources Association) projeta-se para o futuro a evolução de novas atividades, inovações tecnológicas e trabalho e quer encontrar outras finalidades para a agricultura, melhorando a utilização dos subprodutos agrícolas.

O coordenador do pólo, Weber Amaral, que classificou o desenvolvimento de biocombustíveis na França como bom, enumerou as áreas potenciais que podem entrar no intercâmbio com aquele país. Entre elas estão as reservas de biocombustíveis, como o álcool, o biodiesel e outros renováveis; o modelo de trabalho IPR (Índice de Produção Real); desenvolvimento de clusters para pequenos e médios industriais; e duplicação da capacidade dos demais setores entre o Brasil e a França, compartilhando as lições aprendidas nos países.

A visita da missão foi encabeçada pelo professor da Ecole de Mines de Paris e adido de cooperação para Ciência e Tecnologia do Consulado da França em São Paulo, Michel Perrin, que esteve acompanhado de quatro especialistas da IAR. O adido de cooperação da Embaixada da França em Brasília, Jean-Pierre Courtiat, também participou da reunião com o pólo.

Entre os presentes também estavam o diretor do Alternatech, empresa ligada ao Pólo de Competitividade Indústrias e Agro-Recursos, Marc Chopplet; o professor da INSA de Toulouse, Alain Marty e o representante do Europa Agro, Jacky Vandeputte.

A missão ouviu o coordenador do pólo falar sobre a história da evolução do álcool no Brasil, da possível invasão do feijão-soja na floresta Amazônica, técnicas nucleares desenvolvidas há 35 anos pelo Cena (Centro de Energia Nuclear na Agricultura) e, também, sobre o Apla (Arranjo Produtivo Local do Álcool da região de Piracicaba). A comitiva também passou pelo CTC (Centro de Tecnologia Canavieira).
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