O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acredita que o Brasil "será a maior potência energética da Terra" dentro de mais 20 ou 30 anos. A declaração faz parte de uma entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal Le Monde, da França, por ocasião da chegada do presidente francês Jacques Chirac para uma visita ao país. Lula também minimizou a crise com a vizinha Bolívia.
Falando sobre as fontes de energia, Lula se mostrou otimista. "Conseguimos a autosuficiência de petróleo, em dois anos produziremos a maior parte do gás que consumimos e somos os mais competitivos na produção de etanol e biodiesel", disse ele, ao defender a afirmação de que o país será a "maior potência" do setor. Conforme o presidente, o Brasil iniciou uma "revolução energética" com a obtenção de fontes diferentes, como etanol e biodiesel.
"Decidimos apostar nas energias alternativas, e poucos países podem competir com o Brasil no momento de extrair da terra o combustível do futuro", disse ele ao Le Monde, garantindo que o país "não será afetado" em caso de tensão internacional no mercado do petróleo. Ao falar sobre a nacionalização do petróleo e gás da Bolívia, Lula defendeu sua posição na disputa, dizendo que a prioridade é negociar, e não confrontar o presidente Evo Morales.
"Por que deveria adotar um tom duro com a Bolívia se não faço isto com os Estados Unidos ou a Europa?", perguntou. "Eu disse a Evo Morales que o Brasil depende da Bolívia assim como a Bolívia depende do Brasil. Por isso devemos encontrar um ponto de entendimento." Lula disse ainda que não mistura "ideologia com economia" e admitiu que algumas de suas idéias nas décadas em que foi oposição estão obsoletas. "Mas nunca tive obsessão pelo rótulo de esquerda."
Falando sobre as fontes de energia, Lula se mostrou otimista. "Conseguimos a autosuficiência de petróleo, em dois anos produziremos a maior parte do gás que consumimos e somos os mais competitivos na produção de etanol e biodiesel", disse ele, ao defender a afirmação de que o país será a "maior potência" do setor. Conforme o presidente, o Brasil iniciou uma "revolução energética" com a obtenção de fontes diferentes, como etanol e biodiesel.
"Decidimos apostar nas energias alternativas, e poucos países podem competir com o Brasil no momento de extrair da terra o combustível do futuro", disse ele ao Le Monde, garantindo que o país "não será afetado" em caso de tensão internacional no mercado do petróleo. Ao falar sobre a nacionalização do petróleo e gás da Bolívia, Lula defendeu sua posição na disputa, dizendo que a prioridade é negociar, e não confrontar o presidente Evo Morales.
"Por que deveria adotar um tom duro com a Bolívia se não faço isto com os Estados Unidos ou a Europa?", perguntou. "Eu disse a Evo Morales que o Brasil depende da Bolívia assim como a Bolívia depende do Brasil. Por isso devemos encontrar um ponto de entendimento." Lula disse ainda que não mistura "ideologia com economia" e admitiu que algumas de suas idéias nas décadas em que foi oposição estão obsoletas. "Mas nunca tive obsessão pelo rótulo de esquerda."