O presidente Lula foi a São Petersburgo, na segunda-feira, participar da reunião do G-8 e promover as iniciativas brasileiras no desenvolvimento de combustíveis alternativos, como o biodiesel e o H-Bio. No entanto, o relator do encontro deixou claro em seu parecer a preferência pela energia nuclear como alternativa. Com exceção da Alemanha, todos os países do G-8 preferem a energia nuclear, que consideram uma fonte segura e limpa.
José Goldemberg Secretário do meio ambiente do Estado de São Paulo
O problema energético brasileiro não é de eletricidade, mas de combustíveis líquidos. Assim, a energia nuclear, que se destina basicamente à produção de eletricidade, é uma resposta errada para nossos problemas. Essa forma de energia pode desempenhar um pequeno papel na complementação técnica das usinas hidrelétricas. Adotar a energia nuclear em grande escala, como pretendiam os militares em 1975 e mais recentemente o Ministério da Ciência e Tecnologia, trará três problemas para o País:
1) o que fazer com os resíduos radiativos,
2) a necessidade de grandes investimentos em enriquecimento de urânio e
3) a preocupação com a proliferação nuclear. Deve se acrescentar que a energia nuclear é mais cara que as outras fontes alternativas que o Brasil possui. Em termos mundiais, no entanto, as decisões cabem a cada país, conforme seu grau de dependência da energia nuclear. São os casos da França e do Japão cujas necessidades de energia elétrica são supridas em torno de, respectivamente, 70% e 60% pelas usinas nucleares.
'A energia nuclear contribui na produção de energia elétrica não poluente'
Mário Moura Coord. De comunicação da INB (Indústrias Nucleares do Brasil)
O mundo está diante de um enorme desafio: evitar o aumento da temperatura global, provocado em grande parte pela emissão de CO2 que transforma o planeta em uma gigantesca estufa. Para deter ou tornar mais lenta a acumulação desse gás na atmosfera, todas as alternativas energéticas ao petróleo, carvão e metano são bem-vindas. E, nesse contexto, a opção nuclear merece destaque. Como é uma fonte de energia concentrada, uma pequena quantidade de urânio é suficiente para assegurar volumes significativos de geração. Por exemplo, 63 mil toneladas de urânio foram suficientes para produzir 17% de toda a eletricidade consumida no mundo. Se encarada sem preconceito, a energia nuclear pode oferecer uma enorme contribuição na produção de energia elétrica não poluente. Mas o meio ambiente não é o único beneficiado. Por ser considerada uma tecnologia de ponta multidisciplinar, que exige alta competência, a utilização da energia nuclear gera empregos, melhora os sistemas educacionais e os produtos e, principalmente, a qualidade de vida da população.
O QUE PENSAM OS ESPECIALISTAS
'O Brasil possui fontes alternativas mais baratas que a energia nuclear'José Goldemberg Secretário do meio ambiente do Estado de São Paulo
O problema energético brasileiro não é de eletricidade, mas de combustíveis líquidos. Assim, a energia nuclear, que se destina basicamente à produção de eletricidade, é uma resposta errada para nossos problemas. Essa forma de energia pode desempenhar um pequeno papel na complementação técnica das usinas hidrelétricas. Adotar a energia nuclear em grande escala, como pretendiam os militares em 1975 e mais recentemente o Ministério da Ciência e Tecnologia, trará três problemas para o País:
1) o que fazer com os resíduos radiativos,
2) a necessidade de grandes investimentos em enriquecimento de urânio e
3) a preocupação com a proliferação nuclear. Deve se acrescentar que a energia nuclear é mais cara que as outras fontes alternativas que o Brasil possui. Em termos mundiais, no entanto, as decisões cabem a cada país, conforme seu grau de dependência da energia nuclear. São os casos da França e do Japão cujas necessidades de energia elétrica são supridas em torno de, respectivamente, 70% e 60% pelas usinas nucleares.
'A energia nuclear contribui na produção de energia elétrica não poluente'
Mário Moura Coord. De comunicação da INB (Indústrias Nucleares do Brasil)
O mundo está diante de um enorme desafio: evitar o aumento da temperatura global, provocado em grande parte pela emissão de CO2 que transforma o planeta em uma gigantesca estufa. Para deter ou tornar mais lenta a acumulação desse gás na atmosfera, todas as alternativas energéticas ao petróleo, carvão e metano são bem-vindas. E, nesse contexto, a opção nuclear merece destaque. Como é uma fonte de energia concentrada, uma pequena quantidade de urânio é suficiente para assegurar volumes significativos de geração. Por exemplo, 63 mil toneladas de urânio foram suficientes para produzir 17% de toda a eletricidade consumida no mundo. Se encarada sem preconceito, a energia nuclear pode oferecer uma enorme contribuição na produção de energia elétrica não poluente. Mas o meio ambiente não é o único beneficiado. Por ser considerada uma tecnologia de ponta multidisciplinar, que exige alta competência, a utilização da energia nuclear gera empregos, melhora os sistemas educacionais e os produtos e, principalmente, a qualidade de vida da população.