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Brasil Ecodiesel quer liderar consolidação do setor agrícola


Exame - 27 set 2011 - 05:59 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:17

A Brasil Ecodiesel vai deixar a produção de biodiesel em segundo plano, e se concentrar em um novo papel: o de compradora de empresas de agronegócios. “O setor agrícola precisa se consolidar e não há outro player fazendo isso no Brasil”, disse o novo presidente da empresa, Bento do Amaral Peixoto Moreira Franco, à agência Bloomberg.

As declarações estão em sintonia com o que espera a Veremonte, empresa de participações do bilionários espanhol Enrique Bañuelos e principal acionista da Brasil Ecodiesel. No início de setembro, quando a incorporação da Vanguarda pela empresa foi aprovada, Marcelo Paracchini, presidente da Veremonte, já havia antecipado a EXAME.com que a Brasil Ecodiesel negociava com quatro ou cinco empresas.

Sexta maior produtora de biodiesel do país, a Brasil Ecodiesel chegou a ser apontada, durante o governo Lula, como a empresa-modelo do setor. A estagnação do mercado de biodiesel no país, no entanto, levou a companhia a mudar seu foco, concentrando-se nas commodities agrícolas.

À Bloomberg, Moreira Franco afirmou que, hoje, a oferta de biodiesel no Brasil é maior que a demanda. Atualmente, a maior parte da demanda é gerada por leilões da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Com a incorporação da Vanguarda, o biodiesel responderá por 35% das receitas da Brasil Ecodiesel e por 6% da geração de caixa. Os 94% restantes do ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) virão do agronegócio.

A expectativa do executivo é que a primeira aquisição seja fechada em seis meses. O foco, segundo ele, são pequenas empresas agrícolas.

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