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O 41º Leilão de Biodiesel e a confiança no setor

L382aEtapa 080814Depois de toda a confusão do 39º Leilão e a dúvida que pairava sobre o 40º Leilão, finalmente, teremos um leilão normal. Normal porque ninguém acredita que a oferta de biodiesel será apertada ou menor que a demanda.
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Depois de toda a confusão do 39º Leilão e a dúvida que pairava sobre o 40º Leilão, finalmente, teremos um leilão normal. Normal porque ninguém acredita que a oferta de biodiesel será apertada ou menor que a demanda.

Depois de toda a confusão do 39º Leilão e a dúvida que pairava sobre o 40º Leilão, finalmente, teremos um leilão normal. Normal porque ninguém acredita que a oferta de biodiesel será apertada ou menor que a demanda.

Há quem aposte em uma oferta de 900 milhões de litros para uma demanda de cerca de 720 milhões de litros. Particularmente acredito que teremos um pouco menos de 840 milhões de litros ofertados, o que já seria suficiente para garantir o funcionamento confortável do sistema e gerar certa competição. E é exatamente esse fator – a competição – que será o foco dos olhares do governo.

Como os Preço Máximos de Referência (PMRs) são estipulados pela ANP muito antes do leilão acontecer e divulgados com certa proximidade, eles não refletem a realidade de custos do momento em que as ofertas são feitas. No leilão que começa amanhã, os PMRs estão dando uma margem muito boa para as usinas. Não por que a agência tenha resolvido ser boazinha, mas por que o preço do óleo em Chicago cai quase 10% nos últimos dias e o dólar cedeu um pouco mais de 1,5%.

Como o preço foi definido antes de tudo isso acontecer as usinas ganharam mais margem para trabalhar. Dessa vez, elas deram sorte. Dessa vez!

Mas o ponto aqui não é falar do risco desnecessário ao qual a ANP expõe o setor, mas de como se comportarão as ofertas de biodiesel. Como esse será o primeiro leilão do B7 sem a nuvem da escassez de óleo visível no horizonte, temos o melhor momento para que o governo possa avaliar a real capacidade das usinas e entender como o setor precifica seu produto com uma demanda mais próxima da oferta.

Se os PMRs forem o teto das ofertas, a tendência é que o governo reveja a forma como precifica o biodiesel e volte a aproximá-los do preço do óleo de soja. Um dos objetivos do B7 era recompor as margens das usinas de biodiesel, que estavam esmagadas pela prolongada ociosidade da indústria. Mas no momento em que o teto de preços estabelecido pela ANP se tornar o preço corrente do biodiesel a postura governamental tenderá a mudar.

O setor de biodiesel está muito mais maduro do que em qualquer outra época. Apesar do soluço no final do 2014, o governo ainda confia nessa maturidade. E o leilão que começa amanhã servirá para mostrar que o setor é merecedor dessa confiança.

Miguel Angelo Vedana – BiodieselBR.com
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